Já que vocês gostam desse assunto e eu acho bacana esclarecer alguns pontos, hoje vim falar sobre outra dieta, a chamada Ravenna. Criada na década de 1990 pelo médico e psicanalista argentino Máximo Ravenna, ela se baseia em três pilares essenciais: corte, medida e distância.

Como você já deve imaginar, o corte está relacionado a diminuição do excesso alimentar, enquanto a medida fala tanto sobre a quantidade de porção que deve ser ingerida quanto sobre a redução de medidas corporais, e a distância tem a função de afastar o indivíduo da comida como uma forma de compensação, o que irá diminuir a compulsão alimentar.

A dieta Ravenna inclui todos os grupos alimentares, desde carboidratos a proteínas, gorduras e vitaminas, mas exclui os alimentos com farinha e açucares refinados, os famosos carboidratos simples, como pães e massas.

Os valores de calorias que devem ser ingeridos variam de pessoa para pessoa, mas a média é de 800 divididas em quatro refeições diárias. Uma quantidade bem abaixo do que estamos acostumados, não é mesmo? Isso fará com que o metabolismo mude e precise queimar a gordura ao invés da glicose como fonte de energia.

Por conta disso, talvez o seu nutricionista ache necessário passar algum tipo de suplemento alimentar, mas isso é normal e também pode variar. Após o emagrecimento, a dieta propõe um outro cardápio para a manutenção. Afinal, não tem como você ficar comendo 800 calorias o resto da vida, não é mesmo?

Outro ponto importante é que para fazer a dieta Ravenna é indicado que o paciente tenha um acompanhamento psicológico e que pratique exercícios físicos.

Sempre gosto de destacar que não existe a história de copiar a dieta da amiga. Mudar hábitos e fazer restrições alimentares é coisa séria e precisa ter o acompanhamento de um médico.

Foto: Reprodução/ Pinterst.