Por trás do glamour das marcas de luxo


Quantas marcas de fast-fashion já foram criticadas e desvendadas por utilizarem trabalho escravo? Agora dá pra imaginar se nomes como Christian Dior, Saint Laurent e Gucci estivessem no meio de tudo isso? Pois bem.

Esse foi o tema de uma das últimas matérias do The New York Times, onde foi descoberto que artesãos indianos trabalham sob condições precárias, mais de 12h por dia, muitas vezes dormem no chão do local de trabalho.

Em Mumbai, uma cidade indiana, casas viram ateliês que acabam virando um meio de intermédio entre grandes marcas e talentosos artesãos, já que essas marcas muitas vezes não tem sua própria linha de produção, e acabam indo atrás de outros meios para agilizar o processo.

Há alguns anos atrás, foi introduzido nesse meio fashion o Pacto Utthan, que contou com nomes como Kering, Louis Vuitton Moët Hennessy (proprietário da Fendi e Christian Dior), Burberry e Mulberry. O pacto tinha como principal objetivo proteger e ressaltar a segurança de fábricas em Mumbai, e também seus artesãos. Porém foi descoberto que muitos lugares ainda não atendiam às leis de segurança, os trabalhadores não recebiam benefícios além de trabalharem muito mais em época de Semanas de Moda.

Apesar de as marcas declararem várias melhorias já implementadas, as denúncias não foram comentadas “sem investigação prévia dos mesmos”. 

E agora? Será que alguém sai ileso dessa?!