Documentário acompanha a transição emocional e criativa de Paul McCartney após o fim dos Beatles e revela como o Wings marcou o início de uma nova fase artística.

Paul McCartney Man on the Run chega ao catálogo global do Prime Video no dia 27 de fevereiro com uma proposta íntima e reveladora. O documentário revisita um dos períodos mais delicados da trajetória do músico: o momento em que precisou se reinventar após o fim dos Beatles, em 1970, e reconstruir sua identidade artística longe da maior banda da história.
Dirigido por Morgan Neville, o filme se apoia em imagens de arquivo inéditas, entrevistas exclusivas e registros pessoais para mostrar como McCartney atravessou uma fase de insegurança profunda até encontrar, no Wings, um novo caminho criativo. Mais do que uma cronologia musical, Paul McCartney Man on the Run é um retrato emocional sobre recomeços.

A crise após o fim dos Beatles
Quando os The Beatles se separaram oficialmente, Paul McCartney viu ruir não apenas um projeto musical, mas toda uma estrutura de vida. No primeiro trailer do documentário, o músico afirma que chegou a acreditar que nunca mais escreveria uma nota sequer, mergulhando em um período de depressão e isolamento.
Paul McCartney Man on the Run contextualiza esse momento como uma ruptura identitária. Durante anos, McCartney havia sido definido como parte de um coletivo criativo absoluto. De repente, precisou lidar com o silêncio, com críticas e com a pressão de corresponder a um legado quase impossível de superar.
O filme conduz o espectador por esse intervalo de incerteza, mostrando como a vulnerabilidade foi parte essencial do processo de reconstrução artística.

O nascimento do Wings e a força de Linda McCartney
O ponto de virada retratado em Paul McCartney Man on the Run acontece em 1971, com a formação do Wings. Ao lado de sua esposa, Linda McCartney, do guitarrista Denny Laine e do baterista Denny Seiwell, McCartney decidiu começar do zero, sem o peso da comparação direta com os Beatles.
O documentário destaca a importância da relação entre Paul e Linda como eixo emocional e criativo dessa nova fase. Mais do que parceira musical, ela aparece como suporte afetivo e catalisadora da confiança necessária para que ele voltasse ao estúdio.
Nota da redação: O Wings produziu sete álbuns de estúdio e acumulou 12 singles no Top 10 do Reino Unido, consolidando-se como um dos projetos solo mais bem-sucedidos do pós-Beatles.
Ao apostar em uma banda menos hierárquica e mais experimental, McCartney se permitiu errar, testar e reaprender. Essa liberdade criativa é apresentada no filme como um gesto radical de humildade artística.
Hits, cinema e reconhecimento global
Paul McCartney Man on the Run também celebra os frutos desse recomeço. O documentário revisita sucessos como Jet e Live and Let Die, tema do filme de James Bond que se tornou um dos maiores marcos da carreira solo de McCartney.
Com imagens raras de turnês, gravações e bastidores, o longa mostra como o Wings deixou de ser visto como um projeto “menor” para conquistar reconhecimento global. O sucesso comercial e crítico surge, no filme, não como objetivo inicial, mas como consequência de um processo honesto de reconstrução pessoal.
Dirigido por Morgan Neville, conhecido por retratos sensíveis de figuras culturais, o documentário mantém um ritmo introspectivo, evitando a glorificação fácil e apostando em uma narrativa mais humana.
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Paul McCartney Man on the Run como história de reinvenção
Mais do que um registro musical, Paul McCartney Man on the Run se posiciona como um estudo sobre identidade, luto criativo e reinvenção. Ao revisitar esse período específico, o filme propõe uma leitura menos óbvia da trajetória de McCartney, destacando o valor do processo, e não apenas do resultado.
Em tempos em que carreiras criativas são constantemente pressionadas por relevância imediata, o documentário ganha força ao lembrar que até mesmo ícones globais precisaram recomeçar do zero.
Paul McCartney Man on the Run estreia mundialmente no Prime Video em 27 de fevereiro.
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