Marca francesa aposta em visão cultural e design integrado para unir performance de montanha, moda e lifestyle esportivo global.

A Salomon nomeia Heikki Salonen como diretor criativo em um movimento que marca oficialmente uma virada estratégica da marca. Pela primeira vez em sua história, a especialista francesa em esportes de montanha passa a ter um diretor criativo único, responsável por unificar produto, linguagem e narrativa em escala global.
A chegada do designer finlandês sinaliza que a Salomon está pronta para consolidar algo que já vinha se desenhando nos últimos anos: a transição de uma marca focada exclusivamente em performance técnica para um ecossistema mais amplo, onde moda, cultura e esporte convivam no mesmo território.

Heikki Salonen assume a direção criativa da Salomon
Ao anunciar que a Salomon nomeia Heikki Salonen como diretor criativo, a marca deixa claro que não se trata de um cargo simbólico. Salonen passa a liderar todo o universo de soft goods, incluindo vestuário, calçados e acessórios, a partir da sede da empresa em Annecy, na França.
O designer chega após um ciclo de 12 anos à frente do design da MM6 Maison Margiela, onde teve papel fundamental em traduzir códigos técnicos para o contexto urbano. Foi ali, inclusive, que ajudou a transformar a própria Salomon em objeto de desejo fora das trilhas, especialmente com colaborações que levaram tênis como o XT-6 e o ACS para as ruas das grandes cidades.
Agora, ao assumir o comando criativo interno da Salomon, Salonen passa do papel de colaborador para arquiteto central da marca. Sua missão é alinhar inovação técnica, estética contemporânea e consistência narrativa, algo cada vez mais essencial para marcas de performance que dialogam com públicos híbridos.

Da performance de montanha ao sportstyle cultural
A decisão da Salomon de nomear Heikki Salonen como diretor criativo acontece em um momento estratégico. O mercado global vê marcas esportivas disputando espaço não apenas em trilhas, pistas ou academias, mas também no street style, nos desfiles e nas redes sociais.
A Salomon já vinha pavimentando esse caminho com showrooms criativos em Paris, lançamentos com apelo fashion e uma presença crescente em editoriais e vitrines de moda. O novo cargo formaliza essa direção e reforça o posicionamento da marca como um player de mountain sports lifestyle.
Ao lado de Salonen, entra em cena a diretora de estúdio Laura Herbst, colaboradora de longa data do designer, com passagens por marcas como Céline. A dupla traz uma metodologia de trabalho que mistura rigor técnico, experimentação e leitura cultural, criando uma engrenagem criativa mais integrada dentro da Salomon.
Essa mudança também reflete uma reorganização interna. Com a saída do chief brand officer Scott Mellin e o foco renovado do grupo Amer Sports no crescimento da Salomon, a marca ganha ainda mais protagonismo dentro do portfólio global do conglomerado.
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Design integrado e narrativa única como prioridade
Quando a Salomon nomeia Heikki Salonen como diretor criativo, o objetivo vai além do produto isolado. A intenção é dissolver fronteiras rígidas entre categorias. Calçado, vestuário e acessórios passam a ser pensados como partes de um mesmo sistema visual e funcional.
Na prática, isso significa roupas que conversam diretamente com os tênis, materiais que transitam entre performance e lifestyle, e coleções que fazem sentido tanto na montanha quanto na cidade. A lógica não é abandonar a herança técnica, mas reinterpretá-la sob uma lente cultural mais ampla.
Esse pensamento também se conecta ao calendário global. Com os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 no horizonte, a Salomon enxerga uma oportunidade de apresentar ao mundo uma marca que domina tanto a excelência esportiva quanto o imaginário contemporâneo do sportstyle.
Nota da redação: A criação do cargo de diretor criativo reforça uma tendência clara no mercado esportivo: marcas de performance estão adotando estruturas típicas do luxo e da moda para manter relevância cultural sem perder credibilidade técnica.

O futuro criativo da Salomon sob nova liderança
Ao anunciar que a Salomon nomeia Heikki Salonen como diretor criativo, a marca aposta em continuidade, não ruptura. O designer conhece profundamente o DNA da empresa, suas tecnologias e sua comunidade. A diferença agora é que essa visão passa a orientar todas as frentes criativas, e não apenas projetos pontuais.
A expectativa é que o vestuário ganhe ainda mais força, equilibrando o protagonismo que os calçados já conquistaram nos últimos anos. Colaborações devem continuar, mas com uma curadoria mais estratégica, enquanto as coleções próprias tendem a ganhar identidade mais clara e reconhecível.
No fim, a Salomon parece tratar montanhas, cidades e passarelas como um mesmo território expandido. Um espaço contínuo onde performance, cultura e design coexistem. E, a partir de agora, é o design que lidera essa escalada.
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