Reality Check: documentário revisita America’s Next Top Model

Nova série documental promete revelar os bastidores, controvérsias e o impacto cultural de America’s Next Top Model, duas décadas após sua estreia na TV.

Reality Check: documentário revisita America’s Next Top Model
Foto: Cortesia/Divulgação

Poucos reality shows marcaram tanto a cultura pop dos anos 2000 quanto America’s Next Top Model. Agora, o programa ganha um novo olhar crítico com Reality Check: Inside America’s Next Top Model, série documental que estreia em 16 de fevereiro e promete revisitar o fenômeno sob uma perspectiva mais madura e reflexiva.

O documentário surge em um momento oportuno. Com a redescoberta do programa por novas gerações, impulsionada pelo streaming e pelas redes sociais, America’s Next Top Model voltou ao centro do debate cultural. Cenas icônicas, decisões controversas e falas problemáticas passaram a ser analisadas sob lentes contemporâneas, levantando uma pergunta incômoda: o que, de fato, aprendemos com esse formato?

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Como America’s Next Top Model se tornou um fenômeno

Criado por Tyra Banks e desenvolvido por Ken Mok e Kenya Barris, America’s Next Top Model estreou em 2003, em plena era de ouro da TV reality. A proposta era simples e eficaz: misturar a lógica competitiva de programas musicais com o confinamento e o drama humano, agora ambientados no universo da moda.

Ao longo de 24 temporadas, chamadas de “cycles” exibidas entre 2003 e 2016, o programa acompanhou grupos de aspirantes a modelos vivendo juntos, enfrentando desafios semanais e sendo eliminados diante de um painel de jurados. A vencedora levava contratos com grandes marcas, uma agência de modelos e editoriais de moda, consolidando o sonho de ascensão social e profissional.

Com audiência global estimada em mais de 100 milhões de pessoas no auge, o reality se tornou um produto cultural de alcance internacional, exportado para diversos países e responsável por popularizar termos, poses e narrativas do mundo da moda.

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O que Reality Check revela sobre os bastidores

Dirigido por Mor Loushy e Daniel Sivan, conhecidos por trabalhos investigativos, Reality Check propõe ir além da nostalgia. A série documental, dividida em três episódios, reúne entrevistas inéditas com figuras centrais do programa, incluindo Tyra Banks, produtores, jurados e ex-participantes.

A proposta é revisitar tanto os momentos celebrados quanto os mais controversos. O documentário aborda desde o papel pioneiro do programa ao dar visibilidade a corpos, etnias e perfis historicamente excluídos da moda até práticas hoje amplamente questionadas, como transformações estéticas forçadas, críticas agressivas à aparência física e desafios que ultrapassavam limites éticos.

Banks, Mok e outros envolvidos falam diretamente sobre essas escolhas, reconhecendo tensões entre entretenimento, audiência e responsabilidade. O tom não é apenas de defesa ou acusação, mas de análise de contexto, considerando os padrões culturais da época e suas consequências.

Nota da redação

O impacto de America’s Next Top Model voltou a ser amplamente debatido durante a pandemia, quando o programa foi redescoberto por meio de maratonas de streaming e viralizou em plataformas como TikTok e Twitter, gerando releituras críticas que pavimentaram o caminho para este documentário.

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Foto: Cortesia/Divulgação

Quem participa de Reality Check

Além de Tyra Banks, o documentário traz depoimentos de nomes que ajudaram a moldar a identidade do programa. Entre eles estão o diretor criativo Jay Manuel, o treinador de passarela J. Alexander, conhecido como Miss J, e o fotógrafo Nigel Barker.

Ex-participantes e vencedoras também ganham voz. Modelos como Dani Evans, Shandi Sullivan e Whitney Thompson compartilham experiências pessoais, refletindo sobre como o programa impactou suas trajetórias e percepções de si mesmas.

Esses relatos ajudam a construir uma narrativa mais complexa, que vai além do espetáculo televisivo e aborda as consequências reais do formato na vida das participantes.

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O legado cultural de America’s Next Top Model

Duas décadas após sua estreia, America’s Next Top Model ocupa um lugar ambíguo na cultura pop. Ao mesmo tempo em que abriu portas e diversificou representações na moda, também perpetuou padrões problemáticos que hoje são amplamente questionados.

Reality Check não tenta apagar esse legado, mas contextualizá-lo. A série propõe uma reflexão sobre como a televisão moldou comportamentos, expectativas e discursos em uma era pré-redes sociais, e como esses conteúdos ressoam de forma diferente no presente.

Ao revisitar o programa com distanciamento crítico, o documentário transforma America’s Next Top Model em objeto de análise cultural, levantando discussões sobre poder, imagem, consentimento e responsabilidade midiática.

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