Guarda-roupa de Lee Alexander McQueen vai a leilão

Peças pessoais do designer britânico, incluindo criações próprias e ternos de Tom Ford para Gucci, serão leiloadas em Londres pela Kerry Taylor Auctions.

Guarda-roupa de Lee Alexander McQueen vai a leilão
Foto: Cortesia/Divulgação

O guarda-roupa de Lee Alexander McQueen será leiloado em Londres no próximo dia 10 de março, em uma venda organizada pela Kerry Taylor Auctions. A notícia não apenas desperta o interesse de colecionadores, como também reacende a discussão sobre a estética pessoal de um dos nomes mais influentes da moda contemporânea.

O leilão do guarda-roupa de Lee Alexander McQueen integra uma venda mais ampla dedicada à moda masculina histórica, reunindo peças raras de 1770 a 2020. No entanto, o foco está nas roupas que o próprio McQueen vestiu, incluindo ternos de sua autoria e criações assinadas por nomes como Tom Ford para Gucci, Maison Martin Margiela, Prada e Hermès.

Guarda-roupa de Lee Alexander McQueen vai a leilão
Foto: Cortesia/Divulgação

O que será leiloado no guarda-roupa de Lee Alexander McQueen

O guarda-roupa de Lee Alexander McQueen revela como o estilista traduzia sua visão estética para o vestir cotidiano. Conhecido por sua alfaiataria afiada e narrativa sombria nas passarelas, McQueen mantinha um diálogo constante entre construção técnica e provocação cultural também fora delas.

Entre os lotes estão blazers criados pelo próprio designer, além de peças de Tom Ford para Gucci, Helmut Lang, Ralph Lauren e Carol Christian Poell. Segundo Alex Baddeley, diretor e especialista em moda da Kerry Taylor Auctions, as roupas demonstram o “olhar preciso para linha e construção”, mas também o humor e a ousadia que definiram sua força cultural.

O guarda-roupa de Lee Alexander McQueen não se limita a marcas de luxo. Ele expõe um diálogo criativo entre os pensadores mais rigorosos da moda masculina de sua geração, revelando escolhas intencionais e uma curadoria pessoal sofisticada.

Guarda-roupa de Lee Alexander McQueen vai a leilão
Foto: Cortesia/Divulgação

Peças icônicas e o terno Gucci do CFDA 2003

Um dos destaques do guarda-roupa de Lee Alexander McQueen é o terno branco Gucci da coleção primavera 2003, criado por Tom Ford. McQueen o vestiu ao receber o International Award no CFDA Awards daquele ano, em Nova York.

O mesmo look foi usado durante o desfile “Pantheon as Lecum”, no outono de 2004. Em imagens de bastidores, ele aparece ao lado de Kate Moss. A Kerry Taylor informou que o espólio de McQueen confirmou que pequenas marcas no punho da peça são resultado de cinzas de cigarro daquele dia.

Esse detalhe amplia o valor histórico do guarda-roupa de Lee Alexander McQueen. Não se trata apenas de roupas de luxo, mas de fragmentos documentais da vida e do imaginário do designer.

Além do terno Gucci, há um terno preto Hermès assinado por Véronique Nichanian e diversas peças que atravessam décadas da moda masculina experimental.

O impacto do leilão do guarda-roupa de Lee Alexander McQueen na moda masculina

O guarda-roupa de Lee Alexander McQueen será apresentado dentro da venda intitulada “The Male Sale”, que reúne peças históricas e de designers como Vivienne Westwood, Malcolm McLaren, Jean Paul Gaultier e Christopher Nemeth.

Entre os destaques estão raros suéteres de mohair e camisetas da era Sex e Seditionaries, além da maior coleção de Carol Christian Poell já oferecida em leilão. O evento também inclui criações do início do século XX, ampliando o escopo histórico.

Nesse contexto, o guarda-roupa de Lee Alexander McQueen ocupa uma posição singular. Ele conecta alta alfaiataria, experimentação conceitual e narrativa pessoal. Mostra como McQueen absorvia influências e, ao mesmo tempo, projetava sua própria identidade estética.

O leilão evidencia ainda como a moda masculina se consolidou como campo de colecionismo e investimento cultural. Peças usadas por criadores passam a ser lidas como documentos históricos.

Leia também: Novo Triple S da Balenciaga por Pierpaolo Piccioli.

rivisitando o guarda-roupa de Lee Alexander McQueen

Ao revisitar o guarda-roupa de Lee Alexander McQueen, o mercado não apenas comercializa roupas. Ele revisita um momento crucial da moda britânica e global. Cada peça funciona como registro de um período em que alfaiataria, teatralidade e crítica social se fundiram em linguagem autoral.

O evento também reforça a importância dos leilões especializados na preservação de memória da moda. Ao trazer o guarda-roupa de Lee Alexander McQueen para o centro da atenção, a Kerry Taylor posiciona o estilista como figura cultural cuja imagem pessoal também compõe sua obra.

Para colecionadores e estudiosos, o leilão oferece uma rara oportunidade de acessar objetos que ajudam a compreender a mente de McQueen além do espetáculo.

Se você curte conteúdo sobre moda e lifestyle, acesse o nosso canal do Youtube com a Fabíola Kassin.

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR