Destaques da Paris Fashion Week Outono/Inverno 2026

Dando continuidade às semanas de moda internacionais, a Paris Fashion Week acontece de 2 a 10 de março e promete movimentar a indústria com 68 desfiles e 31 apresentações na temporada feminina de Outono/Inverno 2026.

Entre os momentos mais aguardados está a estreia de Antonin Tron na Balmain, marcada para o dia 4 de março. Já Pieter Mulier se despede da Alaïa antes de assumir um novo capítulo à frente da Versace.

Os holofotes também se voltam para fases decisivas em grandes maisons: Jonathan Anderson na Dior, Pierpaolo Piccioli na Balenciaga e Matthieu Blazy na Chanel, momentos estratégicos que consolidam novas direções criativas.

No line-up oficial, a Off-White retorna ao calendário, enquanto Litkovska e Situationist passam a integrar oficialmente a programação de desfiles.

Entre as ausências notáveis, a Valentino apresentará sua coleção fora do calendário oficial, em Roma, sob direção de Alessandro Michele, no dia 12 de março. Já a Coperni pausa a temporada para reestruturação, enquanto Maison Margiela, Vetements e Thom Browne também ficam de fora desta edição.

Com menos estreias, mas grandes movimentações nos bastidores, Paris promete uma semana estratégica, marcada por transições criativas e altas expectativas para o futuro das maisons.

Paris fashion week – Institut Francais de la mode

A Semana de Moda de Paris começou com o desfile dos 23 designers-alunos do IFM, um dos centros de moda mais prestigiados do mundo.

Entre os destaques, surgiram peças com acolchoados e volumes marcantes, além das criações da francesa Weinsanto e da belga Julie Kegels.

As coleções apostaram em sobreposições geométricas, silhuetas fluidas, botas de couro coloridas de cano alto e máscaras, criando um contraste entre estrutura e movimento.

A nova geração da moda parisiense abriu a semana com personalidade.

PARIS FASHION WEEK – DIOR

No Jardin des Tuileries, a Dior apresentou mais um capítulo de sua nova fase sob direção de Jonathan Anderson. A coleção equilibra tradição e renovação ao revisitar códigos do século XVIII com uma abordagem contemporânea e leve.

Casacos desconstruídos, jaquetas peplum, saias com anquinhas, rendas Chantilly e jacquards metálicos dialogam com peças mais atuais, como calças de moletom de seda, jeans bordados e robes usados como vestido. A icônica Bar Jacket surge alongada e mais fluida, enquanto silhuetas assimétricas, babados e drapeados trazem movimento.

Entre passado e presente, Anderson ajusta proporções, suaviza volumes e constrói uma Dior em constante evolução, reconhecível, mas longe da repetição.

PARIS FASHION WEEK – VAQUERA

No inverno da Vaquera, Bryn Taubensee e Patric DiCaprio entregam um desfile provocador, onde nada é ousado demais.

A abertura com uma noiva já anuncia o tom dramático, enquanto a releitura do maiô de Rudi Gernreich reforça o diálogo entre passado e presente.

A coleção mistura fetichismo refinado e atitude subversiva: couro, máscaras, zíperes estratégicos, fendas e peças que revelam pele criam tensão entre recato e exposição. Ombros deslocados e shapes amplos atualizam a silhueta com ironia.

Com referências que vão de Balenciaga a Vivienne Westwood, a dupla equilibra caos e controle.

O resultado é uma moda inquieta, que questiona padrões e transforma exagero em linguagem própria.

PARIS FASHION WEEK – SAINT LAURENT

Na nova coleção da Saint Laurent, Anthony Vaccarello reafirma sua habilidade de reinterpretar os códigos de Yves Saint Laurent com identidade própria.

Os ternos oversized com ombros marcados seguem como protagonistas, reforçando a fusão entre masculino e feminino — marca registrada do diretor criativo. A icônica releitura do Le Smoking (1966) reforça a força do tailoring feminino, enquanto o látex transparente e a paleta intensa mantêm a assinatura contemporânea da maison.

Para equilibrar a alfaiataria estruturada, surgem vestidos tubo, saias e sobreposições de renda em tons terrosos, combinados a casacos longos, peles volumosas e peças plastificadas. O resultado é um desfile luxuoso e sofisticado, onde passado e presente coexistem com naturalidade.

PARIS FASHION WEEK – BALMAIN

Na estreia de Antonin Tron na Balmain, o estilista apresenta uma fase mais elegante e contida para a maison.

Inspirado nos arquivos de Pierre Balmain e nos anos 1940, a coleção aposta em tons neutros, ombros marcados, cinturas definidas e vestidos mídi.

O animal print aparece de forma sutil e o dourado surge em tecidos mais sofisticados, marcando uma transição do maximalismo recente para uma estética mais refinada e madura.

PARIS FASHION WEEK – TOM FORD


No novo capítulo da Tom Ford, Haider Ackermann apresentou uma coleção mista que equilibra o glamour da marca com seu minimalismo elegante.

A temporada trouxe uma estética mais masculina, com destaque para alfaiataria precisa, enquanto os looks femininos exploraram peles, transparências e superfícies brilhantes para uma sensualidade mais sutil.

Com referências a Blade Runner e American Psycho, a coleção aposta em um espírito sofisticado e pragmático, sugerindo que o estilista ainda está construindo sua própria linguagem dentro da casa.

PARIS FASHION WEEK – alaïa

No desfile da Alaïa, dirigido por Pieter Mulier, a coleção celebrou o ateliê e o legado da maison.

Na passarela, vestidos minimalistas e colados ao corpo com recortes marcantes dividiram espaço com casacos de alfaiataria, drapeados e volumes esculturais inspirados no arquivo da marca.

O resultado foi um desfile elegante e emocional, reforçando um momento forte da era Mulier.

PARIS FASHION WEEK – CHLOÉ

No desfile de inverno da Chloé, a diretora criativa Chemena Kamali expandiu o universo boêmio da marca com influências folk e referências ao período de Karl Lagerfeld na maison.

A passarela trouxe saias xadrez volumosas, tricôs artesanais, capas, ponchos e vestidos delicados, criando uma estética entre o hippie e o indie.

Batizada de “Devotion”, a coleção celebra artesanato, comunidade e o espírito livre característico da Chloé.

PARIS FASHION WEEK – RABANNE


O estilista Julien Dossena para essa coleção, se inspirou em vestidos vintage dos anos 1940 que encontrou em mercados e lojas no Reino Unido.

Esses vestidos apareceram com brilho, lantejoulas, metais e cristais, combinados com tricôs coloridos, suéteres jacquard, jaquetas xadrez oversized, calças amplas e trench coats, criando uma estética com forte influência punk.

PARIS FASHION WEEK – SCHIAPARELLI

No desfile de inverno da Schiaparelli, o diretor criativo Daniel Roseberry reinterpretou o surrealismo da marca com elegância.

A coleção trouxe tons de areia, alfaiataria volumosa, tricôs recortados, drapeados arquitetônicos e corpetes estruturados, criando um jogo sofisticado de texturas, formas e movimento.

O resultado foi uma coleção inventiva que equilibra fantasia, técnica e forte impacto visual.

PARIS FASHION WEEK – LOEWE

Na nova fase da Loewe, os diretores criativos Jack McCollough e Lazaro Hernandez apresentaram uma coleção leve, jovem e divertida.

Com foco no artesanato, legado da era de Jonathan Anderson, o desfile misturou cortes precisos com contrastes inusitados, como jaquetas esportivas, saias infláveis, látex moldado e casacos em cores vibrantes. Inspirada na artista Cosima von Bonin, a coleção trouxe uma estética minimalista, lúdica e cheia de frescor.

PARIS FASHION WEEK – MUGLER

Na coleção “The Commander”, o estilista Miguel Castro Freitas explora o poder por meio da alfaiataria para a Mugler.

A passarela trouxe casacos risca de giz, jaquetas de couro, vestidos plissados em lamê e conjuntos militares com ombros marcados, inspirados em figuras fortes como Joan of Arc e Joan Crawford.

O resultado é uma coleção dramática e provocativa sobre autoridade e autoafirmação.

PARIS FASHION WEEK – BALENCIAGA


Na segunda coleção de Pierpaolo Piccioli para a Balenciaga, o estilista reforça que encontrou seu lugar na maison.

O desfile mistura masculino e feminino com uma elegância sombria, quase noir, e reverencia as modelagens arquitetônicas criadas por Cristóbal Balenciaga.

Casacos longos com golas dramáticas, vestidos esculturais e drapeados irregulares criam um jogo elegante entre rigidez e fluidez.

Saias ajustadas equilibram jaquetas volumosas em formato bubble, enquanto bordados de pluma e estampas sombreadas reforçam o clima sofisticado e levemente vampiresco da coleção.

Para o masculino, Piccioli refina o streetwear com sobreposições inteligentes.

Tudo amarrado por uma paleta madura e vibrante, típica do seu olhar preciso para a cor. O resultado confirma: sua entrada na Balenciaga parece mesmo um encontro perfeito entre designer e casa.

PARIS FASHION WEEK – LOUIS VUITTON

Na Paris Fashion Week, Nicolas Ghesquière apresentou o desfile de inverno da Louis Vuitton na histórica Cour Carrée du Musée du Louvre, em Paris, inspirado na natureza e na vida nas montanhas ao redor do mundo.

A coleção explorou volumes, camadas, drapeados e silhuetas experimentais, criando um visual mais ousado do que o habitual da maison. Referências que vão dos Alpes ao Nepal e aos Andes apareceram em capas felpudas, gorros de pele e peças com sensação de proteção e mobilidade.

Misturas de texturas e tecidos também ganharam destaque, com elementos que remetem à pele animal em jaquetas, casacos, vestidos e acessórios. Entre patchworks, capas amplas e ternos reinventados, o desfile equilibrou emoção e vanguarda, enquanto as bolsas, especialmente novas versões da Mini Malle, surgiram como joias da coleção.

PARIS FASHION WEEK – MIU MIU

No último dia da Paris Fashion Week, Miuccia Prada apresentou o desfile de inverno da Miu Miu em uma passarela que lembrava uma pista de corrida coberta de terra e galhos, reforçando a conexão com a natureza.

A coleção explorou a ideia de fragilidade e resistência humana por meio de peças com aparência usada, como vestidos curtos de alcinha, jaquetas de couro desgastadas e blazers amassados. Casacos ajustados com cintos altos, calças flare arrastando no chão e acabamentos desfiados reforçaram uma estética minimalista e quase “faça você mesmo”.

O resultado foi uma Miu Miu mais introspectiva e delicada, que revisita os códigos da marca enquanto acessórios marcantes, chapéus ornamentados, cintos de cristais e tênis cravejados, trouxeram um contraste divertido e contemporâneo.

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