The Shuttle, academia de badminton, vira ícone na Índia

Projeto do Archohm transforma centro esportivo em Bhubaneswar em símbolo arquitetônico inspirado na peteca e posiciona Odisha no mapa global do badminton

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A The Shuttle academia de badminton foi concebida para ser mais do que um centro esportivo. Localizada em Bhubaneswar, na Índia, a estrutura desenhada pelo estúdio Archohm assume a forma de uma peteca — símbolo direto da modalidade — e transforma arquitetura em declaração pública.

Instalada próxima ao Estádio Kalinga, a academia surge como parte de um movimento estratégico do estado de Odisha para consolidar sua presença no cenário internacional do badminton. O edifício não apenas abriga atletas. Ele comunica ambição.

Com volumetria arredondada e iluminação noturna que remete às penas da peteca, a The Shuttle academia de badminton foi projetada para se tornar um marco urbano visível, memorável e funcional.


Como nasceu a The Shuttle academia de badminton

O conceito parte de uma metáfora literal. A forma em “tigela” representa a base da peteca, enquanto uma série de feixes luminosos no topo recria visualmente suas penas quando a noite cai.

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Segundo o arquiteto principal Sourabh Gupta, do Archohm, o projeto busca posicionar Odisha no “mapa internacional do badminton”, formando atletas de alto nível e reforçando a identidade esportiva da região.

A ideia não era apenas construir quadras. Era criar um símbolo.

“O edifício brilha todas as noites como um farol de esperança”, afirma Gupta, destacando a intenção de transformar a academia em referência urbana.


Estrutura pensada como “black box”

No coração da The Shuttle academia de badminton está um grande salão esportivo elevado ao terceiro pavimento. O espaço abriga oito quadras oficiais, cercadas por arquibancadas escalonadas.

O arquiteto descreve o ambiente como uma “black box”. No badminton, controle de vento, luz e umidade é essencial. Pequenas variações podem interferir diretamente no desempenho dos atletas.

Ao elevar o salão principal, o projeto isola o núcleo esportivo das demais áreas e cria condições ideais de controle ambiental.

Arquitetura, clima e estratégia urbana

A forma esférica não é apenas estética. Bhubaneswar enfrenta chuvas intensas e ventos ciclônicos anuais. A geometria curva contribui para maior resistência estrutural.

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Segundo o Archohm, a “casca” externa foi pensada para responder ao clima local e, ao mesmo tempo, simbolizar força e resiliência.

Enquanto o salão principal exige ambiente controlado, as demais áreas da academia — salas de apoio, circulação e espaços administrativos — recebem iluminação natural indireta por meio de claraboias.

Essa dualidade define o projeto: tecnologia no centro, ventilação e luz natural na periferia.


Transparência no térreo

No piso térreo, a base arredondada é envolvida por uma fachada envidraçada de pé-direito duplo.

Ali funcionam um café aberto ao público e uma loja de artigos esportivos. A estratégia aproxima o edifício da cidade e amplia sua função social.

No topo, o projeto revela outro diferencial.


Um rooftop maior que um campo de futebol

A cobertura da The Shuttle academia de badminton abriga uma ampla área aberta — maior que um campo de futebol — com passarela sombreada e vista panorâmica da cidade.

O espaço foi pensado como mirante e área pública. Um gesto urbano.

Mais do que atender atletas, o edifício convida moradores a ocupar a estrutura. A arquitetura vira experiência.


Nota da redação

A Índia tem investido fortemente em infraestrutura esportiva como estratégia de posicionamento global. Projetos icônicos como a The Shuttle academia de badminton funcionam como instrumentos de diplomacia cultural e branding territorial.


Esporte como posicionamento internacional

O projeto foi encomendado pela Dalmia Cement e integra uma agenda maior de fortalecimento esportivo em Odisha.

A The Shuttle academia de badminton surge como parte de uma narrativa mais ampla: transformar a região em capital nacional da modalidade.

Arquitetura, nesse contexto, assume papel estratégico. Não se trata apenas de infraestrutura, mas de imagem.

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O Archohm, com sede em Delhi, já desenvolveu museus e centros culturais na Índia, mas aqui adota linguagem mais direta, quase pop. A forma reconhecível comunica instantaneamente sua função.

Em um cenário global onde esporte e arquitetura caminham juntos — vide arenas olímpicas e centros de alto rendimento — o projeto indiano aposta na clareza simbólica.

Peteca vira edifício. Edifício vira identidade.


Impacto urbano e memória coletiva

Gupta descreve o centro como “hipnotizante e inesquecível”. A afirmação pode soar ambiciosa, mas o impacto visual é evidente.

À noite, os feixes de luz no topo criam a impressão de movimento. O prédio parece prestes a decolar.

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Em uma cidade marcada por crescimento acelerado, a The Shuttle academia de badminton atua como âncora visual e cultural.

Ela não apenas abriga atletas. Ela projeta futuro.


A The Shuttle academia de badminton traduz com precisão o encontro entre arquitetura conceitual e estratégia esportiva.

Funcional, resistente ao clima local e carregada de simbolismo, a academia reforça a ambição de Odisha no cenário internacional do badminton.

Mais do que um centro esportivo, é um manifesto arquitetônico.

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