A Paris Fashion Week Men’s acontece de 20 a 25 de janeiro com uma programação intensa: são 35 desfiles e 32 apresentações oficiais.
Entre os grandes momentos da temporada, está a despedida de Véronique Nichanian da Hermès, após 37 anos à frente da linha masculina.
Outros destaques incluem o segundo desfile de Jonathan Anderson na Dior Men, Julian Klausner estreando na Dries Van Noten, e marcas consolidadas como Louis Vuitton, Rick Owens e Sacai.
Kenzo prepara uma apresentação imersiva na casa de Kenzo Takada, enquanto Loewe fica de fora da temporada masculina para apresentar sua coleção co-ed em março, marcando a estreia de seus novos diretores criativos. Wales Bonner e Paul Smith também estão ausentes desta edição.
Entre as novidades, Jeanne Friot e Magliano fazem suas estreias no calendário oficial. Já Jacquemus fecha a semana com sua coleção co-ed Le Palmier.
Paris fashion week men’S – LOUIS VUITTON



Pharrell Williams abriu a temporada com uma coleção de Inverno 2026 mais sóbria e sofisticada para a Louis Vuitton.
Em uma casa de vidro cercada por um jardim, o estilista apresentou peças com alfaiataria impecável, tons neutros e um olhar voltado para a funcionalidade e o cotidiano, sem perder o luxo.
Com equilíbrio entre o clássico e o esportivo, a coleção trouxe gravatas, casacos alongados, jaquetas ajustadas e tecidos tecnológicos em propostas urbanas e comerciais.
Destaque para os acessórios, especialmente bolsas e maletas de viagem reinventadas.
PARIS FASHION WEEK MEN’S – ÉTUDES STUDIO



A Études Studio apresentou sua coleção com o tema “Résonances”, inspirada por artistas que usam o som como meio de expressão, com o desfile nos subterrâneos do IRCAM, centro de pesquisa em acústica e música, em Paris.
A coleção misturou alfaiataria estruturada, casacos de lã, couro e puffers, além de tricôs, com workwear e colaborações artísticas, como estampas em preto e branco do artista Jeremy Shaw.
Como destaque final, a marca estreou sua primeira bolsa autoral, a “Studio”, em couro e canvas.
PARIS FASHION WEEK MEN’S – DIOR



No seu terceiro desfile para a Dior, Jonathan Anderson mostrou que está disposto a sacudir os códigos da maison.
Em uma coleção ousada e divertida, o estilista mesclou alfaiataria refinada com referências punk, anos 2000 e estética andrógina.
Com perucas coloridas assinadas por Guido Palau, calças skinny, paetês e jaquetas estruturadas, JW Anderson trouxe leveza, humor e uma abordagem autoral, sem recorrer a releituras óbvias do arquivo da Dior.
O resultado é uma Dior mais rebelde, moderna e conectada com o agora.
PARIS FASHION WEEK MEN’S – YOHJI YAMAMOTO



Yohji Yamamoto apresentou uma de suas coleções mais marcantes com a “POUR HOMME” FW26, unindo alfaiataria desconstruída e performance. O desfile trouxe looks despojados e propositalmente desajustados, com shapes inflados, casacos longos, jardineiras e jaquetas com influência militar e napoleônica.
Estampas que lembram borrões de tinta, xadrezes maximizados e patchworks tridimensionais deram frescor à coleção. A alfaiataria leve reforçou uma proposta urbana, autoral e longe de clichês.
A passarela virou um ritual simbólico, com sacos de boxe suspensos onde modelos interagiam com gestos de carinho e agressividade, simbolizando resistência e emoção. Destaque para os casacos dramáticos em tecidos brutos tingidos como colagens cubistas.
PARIS FASHION WEEK MEN’S – WILLY CHAVARRIA



Willy Chavarria apresentou Eterno, um desfile performático com clima de musical e forte teor político. A coleção FW26 foi mais contida em comparação a outras temporadas, mas manteve o DNA vibrante e latino do estilista.
A alfaiataria revisita os anos 80 com ombros marcados, paletós alongados e saias lápis, enquanto o masculino ganha um toque urbano com jaquetas, jeans, animal print e referências ao streetwear e ao esporte, como polos e uniformes de futebol.
Dividido em atos, o show contou com performances de Santos Bravos, Mahmood e Mon Laferte, além da participação de Romeo Beckham. Modelos circularam de bicicleta e faziam movimentos coreografados ao fundo.
O desfile reafirmou a passarela como manifesto visual pelos direitos humanos, identidade queer, imigração e inclusão, com uma mensagem central de amor universal e celebração da humanidade.
Ah, se você curte conteúdo sobre moda e lifestyle, acesse o nosso canal do Youtube com a Fabíola Kassin.
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