Na cerimônia do BAFTA Awards 2025, onde não havia um favorito absoluto, os membros da British Academy decidiram dividir os prêmios entre diversas produções, tornando a premiação uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.
No entanto, apenas um filme poderia levar o principal troféu da noite, e o escolhido foi “Conclave”, longa que chegou à premiação como o mais indicado, com 11 nomeações. O thriller ambientado no Vaticano, dirigido por Edward Berger, saiu vitorioso com quatro prêmios, empatando com “The Brutalist”, de Brady Corbet, que também levou quatro estatuetas.
Entre os prêmios conquistados por “The Brutalist”, destaque para Melhor Ator, concedido a Adrien Brody, e Melhor Direção, entregue ao próprio Corbet. O filme, um épico americano de 3 horas e meia, se consagrou como uma das grandes produções da noite.
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Mikey Madison surpreende e vence Melhor Atriz
Uma das maiores surpresas da noite aconteceu na categoria de Melhor Atriz, onde Mikey Madison foi coroada por sua atuação em “Anora”, um dos dois prêmios conquistados pela comédia de Sean Baker sobre uma trabalhadora do sexo.
A vitória de Madison foi inesperada, já que Demi Moore, protagonista de “The Substance”, era apontada como favorita na categoria de melhor atriz (mas esperamos que não seja assim no Oscar). Apesar da derrota na disputa individual, o longa de Coralie Fargeat não saiu de mãos vazias, garantindo o prêmio de Melhor Maquiagem e Penteado.
Os grandes destaques do bafta awards 2025
Além de “Conclave” e “The Brutalist”, outros filmes se destacaram na cerimônia com duas vitórias cada. Foram eles:
- “Emilia Pérez”, musical policial de Jacques Audiard;
- “Wicked”, adaptação do sucesso da Broadway, dirigida por Jon M. Chu;
- “A Real Pain”, comédia de viagem estrelada e dirigida por Jesse Eisenberg;
- “Duna: Parte Dois”, épico de ficção científica de Denis Villeneuve;
- “Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl”, nova animação em stop-motion do estúdio Aardman.
Um dos maiores ‘esnobados’ da noite foi “A Complete Unknown”, cinebiografia de Bob Dylan, dirigida por James Mangold. O filme, que chegou ao BAFTA com seis indicações, acabou não levando nenhuma estatueta, um contraste surpreendente para uma produção tão aclamada.
Discurso de Audiard e menção política de David Tennant
A cerimônia, de modo geral, foi discreta no que diz respeito a discursos políticos. No entanto, o apresentador David Tennant fez uma piada sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, citando-o três vezes em seu monólogo de abertura e sugerindo que era “como o Beetlejuice – se mencionarmos seu nome, ele aparece”.
Boa parte desse trecho foi cortada da transmissão oficial da BBC, deixando a premiação ainda mais focada apenas nos filmes e artistas.
Apesar da falta de polêmicas, um momento de destaque foi o discurso de agradecimento de Jacques Audiard, vencedor por “Emilia Pérez”, que fez questão de mencionar a atriz Karla Sofía Gascón, estrela do filme. Gascón, que havia sido indicada como Melhor Atriz, não compareceu ao evento em Londres, possivelmente devido à polêmica envolvendo tweets racistas históricos que vieram à tona recentemente.
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O BAFTA como termômetro para o Oscar
Realizado poucas semanas antes do Oscar, o BAFTA Awards frequentemente indica os possíveis vencedores da Academia. Com o Oscar acontecendo em 2 de março, os prêmios conquistados por “Conclave”, “The Brutalist” e Mikey Madison podem significar um forte favoritismo para as mesmas produções e atores em Hollywood.
Resta agora aguardar para ver se o BAFTA realmente previu o resultado do Oscar 2025, ou se teremos novas surpresas na maior premiação do cinema mundial.
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