Evento ocupa o Parque Ibirapuera até 30 de abril com pavilhões inspirados nos biomas brasileiros, experiências imersivas e projetos assinados por grandes nomes da arquitetura nacional

A arquitetura está em tudo. É com essa proposta que a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 abre as portas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e convida o público a olhar para os espaços de uma forma diferente.
Em cartaz até 30 de abril, a primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 ocupa o Pavilhão das Culturas Brasileiras com uma programação que mistura exposição, tecnologia, instalações, workshops, gastronomia e experiências imersivas.
A ideia é simples: aproximar a arquitetura do cotidiano das pessoas. Em vez de tratar o tema apenas como algo ligado à construção ou reforma, a mostra quer apresentar a arquitetura como cultura, linguagem e parte da vida diária.
Idealizada pelos fundadores da Archa, Anna Rafaela Torino, Raphael Tristão e Felipe Zullino, a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 surge em um momento em que a profissão ainda enfrenta barreiras culturais no Brasil.
Segundo uma pesquisa Datafolha encomendada pelo CAU Brasil em 2022, apenas 9% das reformas no país contam com o apoio de um arquiteto. A bienal nasce justamente para ampliar esse olhar.
Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 quer reposicionar a arquitetura
A Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 aposta em um formato que combina educação, entretenimento e experiência. O objetivo é fazer com que o visitante compreenda como os ambientes influenciam comportamento, bem-estar, rotina e identidade.
No centro da mostra está o chamado Pavilhão Brasil. O espaço reúne projetos inspirados nos diferentes biomas do país e propõe uma leitura contemporânea sobre o morar em cada região.

A ideia é mostrar que a arquitetura muda de acordo com o clima, a paisagem, os materiais disponíveis, a cultura local e a maneira como cada comunidade se relaciona com o território.
O evento acontece em um dos prédios mais simbólicos da capital paulista: o Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, projeto de Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx.
Além dos ambientes expositivos, a programação também inclui uma arena de conteúdo, cafés, restaurantes, workshops, ativações de marcas e uma área externa aberta ao público.
Pavilhões inspirados nos biomas brasileiros
Um dos pontos centrais da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 é a divisão dos projetos por biomas brasileiros.
A Amazônia aparece representada por propostas que exploram a relação entre rios, floresta e modos de habitar. Entre os destaques estão projetos assinados por Marlúcia Cândida, Studio Tuca, Thiago Marques Arquitetura e Fernanda Rubatino.
Na Caatinga, o foco está nas construções ligadas ao sertão, ao clima quente e às tradições do Nordeste. Escritórios como Vida de Vila, ARK Arquitetura e Fabiano Lins Arquitetura apresentam interpretações contemporâneas sobre o morar na região.

Já o Cerrado reúne projetos que exploram memória, paisagem e identidade. Minas Gerais, Distrito Federal, Maranhão e Goiás aparecem representados por arquitetos como Marina Reis Arquitetura, Debaixo do Bloco Arquitetura e Bendito Traço Arquitetura.
A Mata Atlântica, por sua vez, traz projetos ligados à vida urbana, ao litoral e às transformações das grandes cidades. Entre os nomes presentes estão Paula Martins Arquitetura, Gabriel Rosa, Boscardin Corsi e Jeferson Branco.
Os biomas Pampas e Pantanal também marcam presença com projetos assinados por Studio Carbono, Matte Arquitetura, OHMA e DNA – Deborah Nazareth Arquitetos.
Grandes nomes e marcas participam da mostra
Além dos projetos estaduais, a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 reúne arquitetos e escritórios conhecidos do público.
Superlimão assina a Casa Electrolux. Ricardo Abreu desenvolve o espaço da TCL. Fernanda Marques cria o ambiente da Breton. Rodrigo Ohtake participa com um projeto para a Zissou. Gui Mattos assina o espaço da Zait.
O café da Copa Energia fica por conta de André Henning. Já Nicole Tomazi e Sergio Cabral desenvolvem o Boteco Suvinil, enquanto Carlos Rayol assina o restaurante BIOMAS.
A programação também inclui ativações de marcas como Electrolux, TCL, Suvinil, Copa Energia, Westwing, Breton, Portobello e Pinterest.
Concurso nacional definiu o masterplan da bienal
Para criar o projeto geral da primeira edição, a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 realizou um concurso nacional aberto a arquitetos de todo o país.
O vencedor foi o Estúdio Leonardo Zanatta Arquitetura, escolhido entre dezenas de propostas enviadas.
Segundo Leonardo Zanatta, o objetivo do projeto foi criar espaços que permitissem aos estados se expressarem de maneira livre e autêntica.
O júri contou com nomes importantes da arquitetura e do design brasileiro, como Rodrigo Ohtake, Marko Brajovic, Daniel Mangabeira, Pedro Fernandes e Olivia Buscariolli.
Nota da redação: A Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 não é apenas uma exposição de projetos. A mostra também funciona como uma plataforma de educação e aproximação do público com temas como urbanismo, design, habitação e sustentabilidade.

Como visitar a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026
A Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 segue aberta ao público até 30 de abril, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
A visitação acontece diariamente, das 12h às 21h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras.
Os ingressos custam R$ 80 durante a semana e R$ 100 aos finais de semana. As vendas acontecem exclusivamente pelo site oficial da bienal.
A entrada recomendada é pelo Portão 03, na Avenida Pedro Álvares Cabral.
Quem visita a mostra também encontra uma área externa gratuita, com praça, palco e programação cultural aberta ao público.
Mais do que apresentar projetos, a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 tenta construir uma nova relação entre as pessoas e os espaços em que vivem.
Ao transformar arquitetura em experiência, a mostra reforça que morar, circular e ocupar a cidade também são formas de cultura.
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