O Festival de Veneza 2025 começou nesta quarta-feira, 27, e segue até 6 de setembro, reunindo a comunidade cinéfila no Lido para celebrar a produção contemporânea. Ao todo, 21 longas disputam o Leão de Ouro na 82ª edição do Festival, enquanto mostras paralelas e sessões especiais ampliam o alcance do evento com estreias globais e tributos a grandes autores.
Além da seleção competitiva, o festival promove encontros entre público e artistas, reforçando sua vocação como termômetro da temporada de prêmios. Entre os primeiros acontecimentos que agitaram a abertura estão a volta de nomes consagrados, a presença de talentos emergentes e a recepção calorosa a títulos que já chegam com forte conversa crítica.

Fernanda Torres é Júri da 82ª edição
O júri que escolhe os premiados é presidido pelo diretor americano Alexander Payne e conta com Fernanda Torres, Stéphane Brizé, Maura Delpero, Cristian Mungiu, Mohammad Rasoulof e Zhao Tao. A composição reúne trajetórias que atravessam atuação, direção e roteiro, oferecendo perspectivas complementares sobre linguagem e narrativa cinematográfica.
Para o público brasileiro, a participação de Fernanda Torres tem peso simbólico, após sua vitória no Globo de Ouro por “Ainda Estou Aqui”. O diálogo entre esses perfis do júri indica uma leitura plural dos filmes em disputa, do cinema de gênero às obras autorais que arriscam forma e tema.

Concorrentes ao Leão de Ouro (lista oficial)
- “Um Film Fatto Per Bene”, de Franco Maresco
- “A House of Dynamite”, de Kathryn Bigelow
- “À Pied D’œuvre”, de Valérie Donzelli
- “Bugonia”, de Yorgos Lanthimos
- “Coração de Lutador”, de Ben Safdie
- “Duse”, de Pietro Marcello
- “Elisa”, de Leonardo di Costanzo
- “Father Mother Sister Brother”, de Jim Jarmusch
- “Frankenstein”, de Guillermo del Toro
- “Girl”, de Shu Qi
- “Jay Kelly”, de Noah Baumbach
- “La Grazia”, de Paolo Sorrentino
- “No Other Choice”, de Chan-wook Park
- “Orphan”, de Laszlo Nemes
- “Silent Friend”, de Ildikó Enyedi
- “Sotto Le Nuvole”, de Gianfranco Rossi
- “The Stranger”, de François Ozon
- “The Sun Rises on Us All”, de Cai Shangjun
- “The Testament of Ann Lee”, de Mona Fastvold
- “The Voice of Hind Rajab”, de Kaouther ben Hania
- “The Wizard of the Kremlin”, de Olivier Assayas

Primeiras reações: a ovação a “Bugonia” e o tapete vermelho
Entre os destaques iniciais, “Bugonia”, novo filme de Yorgos Lanthimos estrelado por Emma Stone e Jesse Plemons, causou choque e fascínio em uma sessão marcada por cenas de tensão entre sequestrador e sequestrada. Ao fim da projeção, o público na Sala Grande ovacionou o longa por seis minutos, indicando que a parceria Lanthimos–Stone continua a provocar e dividir opiniões na plateia veneziana.
A noite chuvosa não impediu que fãs lotassem as barreiras do tapete vermelho, com gritos de “Emma! Emma! Emma!” na chegada do elenco. A dupla posou para fotos, distribuiu autógrafos e reforçou a atmosfera de grande estreia que costuma pautar a abertura do festival, dois anos após a passagem vitoriosa de “Poor Things”.
Fora de competição e agenda do festival
Para além do prêmio principal, a programação apresenta sessões especiais que expandem o diálogo do evento com a cinefilia global. Entre os destaques estão “Depois da Caçada”, de Luca Guadagnino, e “Marc By Sofia”, de Sofia Coppola, títulos fora de competição que ajudam a desenhar a diversidade de tons e temas que cercam a mostra.
Com exibições diárias no Lido, a agenda combina estreias mundiais e encontros com elencos e realizadores. Para acompanhar, vale consultar a programação oficial por data e sala, planejar entradas com antecedência e ficar atento às reações que costumam sinalizar favoritos do júri e do público.
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festival de veneza 2025: Como acompanhar e o que esperar
Quem estiver em Veneza deve se programar com antecedência para filas, checagem de segurança e deslocamentos entre salas, sobretudo nas estreias mais concorridas. Para quem acompanha à distância, veículos especializados atualizam impressões após cada sessão, com notas de recepção e entrevistas que ajudam a mapear tendências e possíveis favoritos.
Na reta final, o anúncio dos prêmios costuma refletir tanto a ousadia formal quanto a ressonância temática dos filmes. Com um júri diverso e uma competição que combina veteranos e novas vozes, a 82ª edição promete disputas acirradas pelo Leão de Ouro e pela atenção do público global.
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