Veronica Leoni deixa a direção criativa da Calvin Klein

A estilista sai ao fim do contrato, depois de quatro temporadas e de ter devolvido a marca à passarela de Nova York. A PVH ainda não anunciou sucessor.

Veronica Leoni deixa a direção criativa da Calvin Klein
Foto: Reprodução

Veronica Leoni deixa a direção criativa da Calvin Klein Collection ao fim do contrato atual, depois de quatro temporadas no cargo. A PVH, dona da marca, confirmou a saída nesta quinta-feira (15) e disse que a nova estrutura de liderança criativa será anunciada em breve. Nenhum nome foi apontado como sucessor.

Veronica chegou em maio de 2024 com uma missão específica: reativar a linha Collection, parada havia seis anos, e devolver a Calvin Klein à passarela. Ela estreou em fevereiro de 2025, no calendário da semana de moda de Nova York, e desfilou pela última vez em setembro deste ano, com o verão 2027.

O que Veronica Leoni fez na Calvin Klein

Veronica Leoni deixa a direção criativa da Calvin Klein
Foto: Reprodução

O saldo é mais sólido do que o tempo curto sugere. A estilista italiana tem formação em alfaiataria e passagens por Jil Sander, Céline, Moncler e The Row, além de tocar a própria marca, a Quira, finalista do Prêmio LVMH em 2023. Na Calvin Klein, ela foi a primeira mulher a comandar a criação da casa e devolveu à marca algo que ela não tinha havia anos: presença de moda, não só de campanha publicitária.

Foi isso que o comunicado da empresa destacou. David Savman, presidente global da marca, agradeceu a “visão criativa, o comprometimento e a parceria” de Veronica e afirmou que a Collection segue sendo “parte importante” da estratégia de longo prazo da companhia. Nenhuma das partes deu motivo para a saída, e Veronica Leoni não se manifestou publicamente até agora.

A saída entra numa sequência difícil de ignorar. No mesmo dia 15, a Kering confirmou que Seán McGirr deixa a Alexander McQueen, onde entrou em outubro de 2023 no lugar de Sarah Burton. Seis dias antes, no dia 9, a mesma Kering havia anunciado a saída de Anthony Vaccarello da Saint Laurent, depois de dez anos. Nenhuma das três casas tem sucessor definido.

O movimento repete o que aconteceu em 2025, quando mais de 20 grandes marcas trocaram de direção criativa e 16 estilistas estrearam em 15 casas só na temporada de setembro daquele ano. A diferença é que, desta vez, as saídas vêm logo após desfiles bem recebidos pela crítica, o que afasta a leitura mais simples de que se trata de resposta a coleção fracassada.

Para a Calvin Klein, a pergunta prática é se a Collection sobrevive à troca. A linha já ficou parada uma vez, entre a saída de Raf Simons e a chegada de Veronica Leono, e a PVH precisa agora provar que o retorno à passarela não dependia de uma única pessoa.

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