Curadoria reúne 25 gravuras raras e revisita como Andy Warhol transformou a gravura em um dos pilares da arte contemporânea.

The Contemporary Take é o nome da nova curadoria apresentada pela JOOPITER, casa de leilões digital fundada por Pharrell Williams. A seleção reúne 25 gravuras raras de Andy Warhol e propõe uma leitura precisa sobre como o artista redefiniu a gravura como linguagem central da arte contemporânea.
Ao colocar as edições no centro da narrativa, The Contemporary Take reforça a ideia de que Warhol não tratava a repetição como recurso secundário. Pelo contrário. Para ele, a serialização era conceito, linguagem e estratégia estética, algo que hoje molda tanto o mercado quanto o comportamento do colecionador.

O conceito de The Contemporary Take na JOOPITER
Curada por Caitlin Donovan, Global Head of Sale da JOOPITER, The Contemporary Take foi estruturada como um recorte histórico e conceitual. A proposta é mostrar como Warhol transformou imagens populares em obras definitivas, usando cor, repetição e edição elevada como fundamentos da arte contemporânea.
Dentro da JOOPITER, essa curadoria também reforça o posicionamento da plataforma como um espaço onde arte, cultura pop e mercado se encontram. O leilão não apresenta apenas obras icônicas, mas um argumento claro sobre por que as gravuras de Warhol seguem entre as mais relevantes e disputadas do mundo.
A leitura curatorial destaca ainda a transição do artista entre o imaginário comercial e a consolidação de um vocabulário visual que redefiniu o conceito de originalidade no século XX.

Os destaques de The Contemporary Take: Andy Warhol prints
Entre os principais núcleos de The Contemporary Take estão as obras da série Sunset. Criadas originalmente para o Hotel Marquette, em Minneapolis, essas gravuras revelam o domínio absoluto de Warhol sobre a serialização cromática, com centenas de variações a partir de uma mesma imagem-base.
Outro destaque central do leilão da JOOPITER é a série Flowers. A partir de uma fotografia publicada em revista, Warhol constrói uma investigação visual sobre repetição, cor e efemeridade, transformando uma imagem comum em um ícone da arte contemporânea.

A seleção inclui ainda o retrato de Mick Jagger, que sintetiza a obsessão do artista pela celebridade como produto cultural. A obra captura o músico em seu auge midiático e reforça a capacidade de Warhol de fundir arte, música e cultura de massa em uma única imagem.
Fechando o conjunto, surgem as gravuras Camouflage em tons vibrantes de laranja e rosa, parte do último portfólio produzido pelo artista, em 1987. Essas obras representam uma das fases finais de sua carreira e adicionam uma camada simbólica importante à narrativa de The Contemporary Take.
Nota da redação
As gravuras Camouflage apresentadas em The Contemporary Take pertencem ao último corpo de trabalhos de Andy Warhol, produzidas pouco antes de sua morte, o que amplia seu valor histórico e conceitual dentro do leilão da JOOPITER.

The Contemporary Take e o impacto de Warhol no mercado atual
Ao estruturar The Contemporary Take como um recorte curatorial, a JOOPITER evidencia como Warhol ajudou a estabelecer as bases do colecionismo de gravuras contemporâneas. Ao tratar edições múltiplas como obras finais, o artista rompeu com a lógica tradicional de exclusividade e criou um novo modelo de valor.
Esse pensamento segue influenciando o mercado atual, especialmente em um cenário em que edições, colaborações e séries ganham cada vez mais relevância. O leilão reforça como Warhol antecipou debates que hoje atravessam arte, moda e cultura digital.
Em declaração institucional, Caitlin Donovan destacou que The Contemporary Take reflete o compromisso da JOOPITER com obras de relevância cultural, capazes de conectar história da arte, cultura popular e novas formas de engajamento com o colecionismo contemporâneo.
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The Contemporary Take como leitura do novo colecionismo
Mais do que um leilão, The Contemporary Take funciona como um termômetro do mercado atual. Ao reunir obras icônicas em um ambiente digital, a JOOPITER aponta para um modelo de colecionismo mais acessível, global e orientado por narrativa.
A curadoria reforça o papel da JOOPITER como plataforma que atua na interseção entre arte, música, moda e comportamento. E reafirma Andy Warhol como uma figura central para entender como a arte contemporânea circula, se multiplica e se mantém relevante.
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