The Music is Black: A British Story estreia no V&A East

Exposição inaugural do novo museu em Londres revisita a história da música negra britânica, do período colonial às cenas contemporâneas

The Music is Black: A British Story estreia no V&A East
Reprodução/ Internet

The Music is Black: A British Story não é apenas o título da primeira exposição do V&A East — é uma declaração. Com estreia marcada para abril de 2026, a mostra inaugura oficialmente o novo espaço do Victoria and Albert Museum no leste de Londres, assumindo uma narrativa que atravessa séculos de história, identidade e resistência cultural.

A escolha do tema é precisa. Da herança colonial às pistas de dança contemporâneas, a música negra moldou a cultura britânica moderna em camadas profundas. Estilos como Brit funk, jungle, trip hop, UK garage e grime não apenas definiram cenas musicais, mas ajudaram a reconfigurar linguagem, moda, comportamento e política cultural no Reino Unido.

Ao colocar The Music is Black: A British Story no centro de sua estreia, o V&A East posiciona a música como documento histórico vivo — e não como apêndice da cultura pop.


O que é The Music is Black: A British Story

Uma exposição inaugural com peso histórico

Pensada como a exposição inaugural do museu, The Music is Black: A British Story propõe uma leitura abrangente da música negra britânica desde suas origens coloniais até o presente. O percurso conecta diáspora, imigração, sons caribenhos, afro-americanos e africanos às transformações sociais do Reino Unido ao longo do século XX e início do XXI.

Mais do que gêneros, a exposição aborda ecossistemas culturais. Sons, espaços, movimentos sociais e tecnologias se entrelaçam para contar uma história que raramente foi tratada de forma central em instituições museológicas britânicas.


Da herança colonial às pistas de dança

Raízes, diáspora e identidade sonora

The Music is Black: A British Story estreia no V&A East
Jennie Baptiste

O ponto de partida de The Music is Black: A British Story está nas conexões entre o colonialismo britânico e a circulação de pessoas, ritmos e práticas musicais. Sons vindos do Caribe e da África encontraram terreno fértil em cidades como Londres, Birmingham e Manchester, dando origem a novas linguagens sonoras híbridas.

Essas influências se materializaram em movimentos como o lovers rock, o Brit funk e, mais tarde, em cenas eletrônicas que redefiniram a música global.

Da cultura underground ao impacto global

A exposição acompanha a ascensão de gêneros como jungle, drum’n’bass, trip hop, UK garage e grime — estilos que nasceram em clubes, rádios piratas e bairros periféricos antes de conquistarem relevância internacional.

Em The Music is Black: A British Story, essas cenas são apresentadas como forças culturais estruturantes, capazes de influenciar moda, design gráfico, audiovisual e comportamento urbano.


Nota da redação

Você sabia?
Muitas das rádios piratas que impulsionaram o UK garage e o grime nos anos 1990 e 2000 operavam literalmente de prédios residenciais, redefinindo o conceito de mídia independente no Reino Unido.


Museu, tecnologia e novas narrativas

Uma abordagem contemporânea de curadoria

Laura ‘Hyperfrank’ Brosnan

O V&A East nasce com a proposta de repensar o papel do museu no século XXI. Em The Music is Black: A British Story, a curadoria deve combinar arquivos históricos, objetos pessoais, registros audiovisuais, instalações imersivas e recursos digitais.

A música não aparece apenas como som, mas como experiência sensorial e social. A expectativa é que o visitante percorra décadas de história em um ambiente que dialogue com tecnologia, realidade virtual e narrativas interativas.


Por que essa exposição importa agora

Representatividade e revisão histórica

Ao lançar The Music is Black: A British Story como sua primeira grande exposição, o V&A East reconhece a música negra como eixo central da identidade britânica contemporânea. Não se trata de um recorte alternativo, mas de uma narrativa fundacional.

Em um momento em que museus globais revisam seus acervos e discursos, a exposição sinaliza uma mudança estrutural: contar a história cultural do Reino Unido a partir de vozes que moldaram o presente, mas foram historicamente marginalizadas.


The Music is Black: A British Story promete ser mais do que uma exposição musical. É um marco institucional, cultural e simbólico. Ao revisitar o passado para entender o presente, o V&A East inaugura seu espaço com uma narrativa que conecta som, identidade e história de forma direta e necessária.

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