Seguindo o calendário internacional das semanas de moda, tem início nesta terça-feira (24) a Milan Fashion Week, que acontece até o dia 2 de março, sob organização da Camera Nazionale della Moda Italiana.
A edição reforça o formato híbrido que vem marcando as principais capitais da moda, combinando desfiles presenciais com apresentações digitais e uma programação cultural ampla espalhada por diferentes pontos da cidade. A proposta é integrar tradição e inovação, ampliando o alcance global do evento sem perder a força da experiência física.
No line-up, grandes nomes como Prada, Ferragamo, Roberto Cavalli e Bottega Veneta dividem espaço com marcas independentes e novos talentos, reforçando o equilíbrio entre tradição e renovação criativa.
A temporada também é marcada por estreias aguardadas. Maria Grazia Chiuri apresenta sua primeira coleção para a Fendi no dia 25 de fevereiro, enquanto Meryll Rogge debuta na Marni em 26 de fevereiro. Já Demna revela mais uma coleção à frente da Gucci no dia 27 de fevereiro.
Com forte presença de experiências imersivas, ativações e eventos abertos ao público mediante credenciamento, a semana reafirma Milão como um dos principais polos globais da moda, conectando herança italiana, criatividade contemporânea e novas formas de consumo cultural.
Milan fashion week – diesel



Na abertura da Semana de Moda de Milão, a Diesel, sob direção criativa de Glenn Martens, apresentou uma coleção de inverno que transformou caos e exagero em estética.
Inspirada na sensação do “dia seguinte” após uma noite intensa, a marca revisitou básicos como jeans, regatas, tricôs e camisas, agora torcidos, puxados e desfiados, criando um visual propositalmente improvisado. O denim estruturado, os bordados florais, o feltro reciclado, as sobreposições desalinhadas e as peças com aparência de “me arrumei no escuro” reforçaram a narrativa.
O cenário, que lembrava um brechó caótico, dialogou com a proposta irreverente da coleção, que também trouxe upcycling, vestidos drapeados e toques metálicos, assinatura da marca. No fim, a mensagem foi clara: transformar excesso em estilo e assumir o próprio caos também é uma forma de sucesso.
milan fashion week – fendi



Em sua estreia na maison, Maria Grazia Chiuri apresentou uma coleção que mergulha na estética office core sob um olhar sofisticado e contemporâneo.
A proposta se construiu a partir de uma base sólida em preto e branco, pontuada por toques estratégicos de amarelo, especialmente nas bolsas, que trouxeram contraste e frescor à paleta. A alfaiataria assumiu papel central, com cortes precisos e silhuetas estruturadas, enquanto casacos de pele adicionaram imponência ao conjunto.
Transparências, slip dresses e vestidos com brilho sutil surgiram como contraponto à rigidez da alfaiataria, inserindo leveza e uma sensualidade equilibrada à narrativa. O resultado é um office core repaginado: elegante, moderno e perfeitamente alinhado à mulher contemporânea, que transita entre força e fluidez com naturalidade.
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