NOVA COLLAB DA HAVAIANAS COM A ISABEL MARANT

A primeira parceria de verão da estilista francesa com a marca brasileira chega em 22 de maio com quatro modelos, do tachado ao bohemian.

Tem dupla que ninguém viu chegando, e mesmo assim faz sentido na hora em que aparece. A nova collab da Havaianas com a Isabel Marant é exatamente esse tipo de encontro. A marca brasileira mais famosa do mundo em chinelo de dedo se uniu à estilista francesa que praticamente escreveu o manual do French boho chique, e o resultado, a primeira parceria de verão entre as duas, chega às lojas em 22 de maio. É um cruzamento que mistura dois universos que raramente conversam de forma direta: a fábrica popular brasileira que produz milhões de chinelos por ano e a boutique parisiense que pauta o vocabulário do French girl moderno.

Quando a Havaianas chamou a Marant, não precisou insistir. A estilista já era cliente antiga da marca, então o sim foi quase automático. Ao contar como recebeu o convite, ela disse que os chinelos brasileiros representam para ela aquilo que chamou de essência brasileira de alegria, liberdade e despreocupação de verão. Para quem entende o lugar que a Marant ocupa na moda parisiense, esse depoimento pesa, porque vem de alguém que construiu, desde a fundação da própria marca em 1994, uma estética com identidade clara e que poderia ter escolhido qualquer parceira. A Havaianas, por sinal, não é estreante nesse terreno. Ao longo das últimas duas décadas, a marca já passou por uma série de colaborações com casas de luxo e estilistas convidados, sempre na lógica de manter a silhueta original e deixar o convidado interpretar a marca a partir do próprio repertório.

A coleção que veio dessa nova collab da Havaianas com a Isabel Marant tem quatro modelos. Dois deles trazem solas mais robustas envolvidas em couro macio e finalizadas com tachas redondas em metal, que carregam a estética mais edgy do trabalho da Marant. Os outros dois apostam no uso de cor forte e em estampas variadas, incluindo o tie-dye que sempre rondou as coleções da estilista, mais no clima bohemian que virou marca registrada da maison. O que une os quatro modelos é a decisão de não reinventar a roda. A silhueta original do chinelo de dedo continua ali, e a Marant entra em cima dela com as próprias ferramentas de design. É essa contenção que dá ao produto a chance de funcionar tanto no pé de quem já é fã da estilista quanto no de quem nunca tinha pensado em pagar mais por um chinelo de borracha.

A estilista resumiu a missão com clareza. A ideia era criar um chinelo simples, mas luxuoso, que funcionasse do dia para a noite, da praia para a cidade, e que pudesse até terminar a noite em uma festa. É a definição prática de chinelo que estica o uso, e isso explica por que o couro entrou na construção. Sem ele, o chinelo continua sendo só item de praia.

Sobre como usar, a Marant defendeu uma abordagem clássica de French girl, menos é mais. Para a praia, basta um maiô bonito e um pareo. Para a cidade, ela sugere combinar com uma camiseta e uma calça mais fluida, ou até com um jeans. A nova collab da Havaianas com a Isabel Marant chega em um momento em que o chinelo deixou de ser apenas referência aos anos 90 e virou peça de feed. Hailey Bieber já vinha apostando no básico chinelo branco com t-shirt e jeans, e o segmento todo vive uma era em que a sandália de borracha dialoga sem constrangimento com o luxo.

Olhando daqui do Brasil, esse cruzamento tem peso simbólico. Uma marca nacional que durante décadas foi tratada como item barato de praia e supermercado segue ganhando legitimidade de moda nas mãos das estilistas mais respeitadas do mundo. A nova collab da Havaianas com a Isabel Marant não inventa essa virada, mas confirma uma tendência clara: o chinelo brasileiro virou ativo de luxo. Resta saber até onde a marca vai esticar essa carta antes que ela perca o efeito.

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