Oakley relança o X-Metal Juliet em drop selecionado por Travis Scott

O modelo X-Metal Juliet, o mais cultuado do arquivo da marca volta em versão serializada, vendida em uma única loja do mundo e com regras de compra que parecem prova oral.

Oakley relança o X-Metal Juliet em drop selecionado por Travis Scott
Foto: Cortesia/Oakley

A Oakley vai relançar o X-Metal Juliet, e o drop tem tudo para virar um dos mais disputados do ano. Batizada de MUZM Juliet Prototype, a nova versão do modelo mais cultuado do arquivo da marca sai com lentes Prizm Ruby Polarized ao preço de ¥244.750, cerca de US$ 1.600, e será vendida exclusivamente na loja da Oakley em Shibuya, em Tóquio. Cada par é individualmente serializado e vem acompanhado de uma moeda de colecionador numerada e de uma caixa metálica especial. Não é um lançamento, é um evento.

O nome por trás da curadoria explica boa parte do burburinho. As peças foram selecionadas à mão por Travis Scott, que ocupa na Oakley o cargo de Chief Visionary, e o release da marca é explícito ao dizer que o resultado combina a obsessão da empresa por performance com o ethos criativo do rapper. É a segunda vez recente que a Oakley aposta em narrativa forte para vender um produto de arquivo, depois do Infiniloop, e mostra uma estratégia clara: transformar óculos em artefato cultural, não em item de vitrine.

A construção sustenta o preço. O Oakley X-Metal Juliet reúne 25 componentes que misturam X-Metal e acabamento artístico, com armação ajustável, temple shocks e nosebombs intercambiáveis, tudo desenhado para se encaixar naturalmente ao redor do crânio. A estrutura é forjada em liga de titânio liquid metal sob condições extremas, e os orbitais contornados abrigam lentes Plutonite Prizm Polar, preservando a geometria precisa do sistema XYZ Optics. Traduzindo: é engenharia levada ao limite, aplicada a um design que já era radical quando estreou.

Vale entender o que é a linha MUZM dentro desse contexto. Ela funciona como o braço da Oakley dedicado a resgatar peças do arquivo e reinjetá-las com as inovações atuais da marca, elevando a física do design à condição de arte. É uma lógica parecida com a que move relançamentos de sneaker, só que aplicada a eyewear, e que reconhece algo simples: parte do valor de uma peça está na memória que ela carrega, não apenas no que ela faz.

Oakley relança o X-Metal Juliet em drop selecionado por Travis Scott
Foto: Cortesia/Oakley

Mas o detalhe mais insólito está nas regras de compra. Para participar do sorteio, o cliente precisa estar usando óculos Oakley no dia, apresentar documento com foto, já ser membro do Oakley Members Club e, principalmente, demonstrar conhecimento sobre a marca e sobre o modelo Juliet, já que a equipe da loja pode fazer perguntas no local. Não vale procuração, revenda de senha, guardar lugar na fila com cadeira ou objetos, nem chegar antes do horário para não incomodar os moradores da região. Também não haverá prova do produto no dia. É um filtro claro contra revendedores, e uma declaração de que a Oakley quer o par no rosto de quem realmente se importa.

O registro para o sorteio acontece das 8h30 às 9h, na loja de Shibuya, com o horário fechando em ponto. Quem chega às 9h01 fica de fora, sem exceção. Ao relançar o X-Metal Juliet nesses termos, a Oakley faz uma aposta que vai além do produto: ela transforma a compra num rito, com prova de conhecimento, número de série e moeda comemorativa. Para uma marca que construiu sua identidade desafiando o convencional, faz todo sentido que nem comprar seus óculos seja simples.

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