A belga levou 400 mil euros e um ano de mentoria dois anos depois de sair da faculdade, em cerimônia na Fondation Louis Vuitton.

A designer Julie Kegels é a vencedora do LVMH Prize 2026. A belga recebeu o prêmio das mãos de Jennifer Lawrence na noite de sexta-feira, 4 de setembro, em cerimônia na Fondation Louis Vuitton, em Paris, e leva 400 mil euros mais um ano de mentoria personalizada com especialistas do grupo. Ao subir ao palco, disse estar sem palavras e agradeceu nominalmente a maior parte da própria equipe.
A velocidade da trajetória é o que impressiona. Kegels se formou na Royal Academy of Fine Arts de Antuérpia, passou pela Alaïa em Paris e fundou a marca que leva seu nome em 2024. São dois anos entre abrir a própria casa e vencer o prêmio mais disputado do mercado para designers emergentes, em uma edição que partiu de mais de 2.400 candidaturas, afunilou para 20 semifinalistas e chegou a nove finalistas anunciados em abril.
O trabalho dela gira em torno de identidade feminina, e não da forma decorativa como a expressão costuma aparecer em release de moda. Sediada em Antuérpia e dedicada ao womenswear, Kegels constrói coleções em cima da ideia de que uma mesma mulher carrega várias identidades, às vezes no mesmo dia. Os títulos das coleções entregam o método: “Quick Change”, “Dresscode”, “50/50”, “Face Value”. São situações, não personagens fixos, trabalhadas com silhuetas escultóricas, técnicas artesanais e materiais sustentáveis.


O júri desta edição explica o peso do resultado. Sentaram à mesa Jonathan Anderson, Phoebe Philo, Nicolas Ghesquière, Maria Grazia Chiuri, Sarah Burton, Marc Jacobs, Stella McCartney, Nigo e Pharrell Williams, ao lado de Delphine Arnault, fundadora do prêmio e CEO da Dior. É praticamente o organograma criativo do luxo europeu reunido em uma sala para avaliar nove marcas jovens.
Os outros dois troféus foram para fora da Europa. O Prêmio Karl Lagerfeld de Inovação ficou com a Lii, do chinês Zane Li, nascido em Chongqing e baseado em Nova York, conhecido por cruzar sportswear e alta-costura. Ele leva 200 mil euros e mentoria de um ano, e recebeu o prêmio de Priyanka Chopra Jonas. Já o Prêmio Savoir-Faire foi para a Yoshita 1967, do queniano Anil Padia.









