A Top Toe Mule é impressa como peça única, sem costura nem cola, e estreia em exclusividade na Dover Street Market antes do lançamento global.

A Havaianas apresentou com a Zellerfeld a Top Toe Mule, segundo calçado impresso em 3D da parceria entre a marca brasileira e a startup alemã de tecnologia de calçados. A estreia é exclusiva da Dover Street Market em 5 de outubro, com lançamento global nove dias depois.
O desenho é um híbrido. A alça em V e a separação entre os dedos, assinatura reconhecível da Havaianas desde 1962, continuam ali, mas o bico agora é fechado. O resultado é um chinelo que virou mule, com proteção na frente do pé e recortes laterais discretos pensados para funcionar com as meias de dedo separado da própria marca.
A diferença técnica está no processo. A Zellerfeld imprime o calçado como peça única e contínua, sem costura e sem cola. Forma, estrutura e amortecimento saem juntos do mesmo molde digital, o que elimina a montagem tradicional por camadas e componentes colados. O modelo de produção é sob demanda: a peça é impressa depois do pedido, não antes.

“Zero desperdício, sem moldes, tecnologia pura, feito sob demanda e construído para expressão pessoal”, resumiu Cornelius Schmitt, CEO e cofundador da Zellerfeld, sobre a lógica da parceria.
A Top Toe Mule chega em cinco cores: oatmeal, preto, stone, lilás e amarelo. A venda começa em 5 de outubro na Dover Street Market de Paris, Londres e Nova York, nas lojas físicas e no e-commerce, com pré-venda simultânea no site europeu da Havaianas. A partir de 14 de outubro, o modelo passa a ser vendido em todas as lojas da Havaianas e no site da Zellerfeld. Nenhuma das duas marcas divulgou preço.
A parceria começou em setembro de 2025, com um chinelo impresso em 3D que mantinha a textura de grão de arroz do solado original e era vendido apenas pelo site da Zellerfeld. A Top Toe Mule amplia o escopo em dois sentidos: muda a silhueta e sai do canal fechado para o varejo físico, incluindo uma das vitrines mais observadas do mercado de moda.
Para a Havaianas, o movimento tem leitura estratégica clara. O chinelo de dedo vive um ciclo de valorização nas passarelas e nas colaborações de grife, e a marca tem respondido ocupando os dois extremos do mercado ao mesmo tempo. Um calçado impresso sob demanda e vendido na Dover Street Market é a ponta oposta do produto de supermercado, e é exatamente esse alcance que sustenta o preço simbólico da marca.









