Andrew Haigh dirige “Wild Bird” curta-metragem com Russell Tovey e Olivia Colman no papel dos dois ícones da moda britânica dos anos 1990, em um curta escrito pelo próprio Tovey e com figurinos de Sandy Powell.

Russell Tovey como Alexander McQueen. Olivia Colman como Isabella Blow. Direção de Andrew Haigh. Figurinos de Sandy Powell. Se você é fã de moda britânica e de bom cinema, pode parar tudo o que está fazendo porque esse curta-metragem vai te interessar muito.
“Wild Bird” foi encomendado pela WePresent, a plataforma de artes da WeTransfer, e já tem filmagens previstas para junho no Reino Unido. O roteiro é assinado pelo próprio Tovey, que além de protagonizar o projeto também atua como produtor executivo ao lado de Haigh.

Um casting que faz sentido em todos os níveis
Olivia Colman interpretando Isabella Blow é o tipo de escolha que parece óbvia depois que alguém a faz. Blow era excêntrica, magnética, tragicamente humana, e ninguém na indústria atual faz esse tipo de personagem com mais naturalidade do que Colman.
Tovey como McQueen, por outro lado, é uma surpresa bem-vinda. O ator, mais conhecido por seu trabalho em séries britânicas, escreveu o roteiro a partir de uma obsessão confessada com o designer. “Tenho tido uma fascinação por Alexander McQueen a vida toda”, disse ele. “Como ator, sempre quis interpretá-lo. Como escritor, sempre quis entrar sob a pele desse personagem.” Quando alguém chega em um projeto com esse nível de comprometimento pessoal, geralmente aparece na tela.

A HISTÓRIA REAL POR TRÁS DO CURTA
A relação entre Alexander McQueen e Isabella Blow é um dos capítulos mais fascinantes e dolorosos da moda britânica dos anos 1990. Blow foi a editora de moda responsável por descobrir McQueen ainda estudante no Central Saint Martins, comprando toda a sua coleção de formatura e se tornando mentora, musa e defensora ferrenha de seu trabalho.
A amizade durou anos e moldou a identidade criativa de McQueen em um momento decisivo de sua carreira. Mas quando ele assumiu a direção criativa da Givenchy, não garantiu um posto para Blow na casa. A ruptura foi dolorosa e nunca totalmente reparada.
Blow se suicidou em 2007. McQueen dedicou seu próximo desfile a ela. Dois anos depois, ele também morreu, igualmente por suicídio.
“Wild Bird” não pretende retratar os fatos com documentarismo. O curta imagina uma viagem de carro entre os dois em busca de redenção emocional, uma abordagem interpretativa que respeita a complexidade da relação sem precisar explicá-la ponto a ponto.
Uma narrativa que o cinema nunca esgota
Gente, essa história foi contada em documentários, livros e exposições, mas ainda não tinha encontrado a ficção certa para habitá-la. Com Haigh na direção, que em “All of Us Strangers” provou ser um dos realizadores mais sensíveis do cinema britânico atual quando o assunto é amor, perda e identidade, existe uma chance real de “Wild Bird” se tornar algo inesquecível.
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