Marcas brasileiras de moda na Milan Fashion Week

Dez etiquetas lideradas por mulheres desfilam nesta terça e ocupam showroom em Milão até quinta, em ação da Abit com a ApexBrasil.

Marcas brasileiras de moda na Milan Fashion Week
Foto: Divulgação

Dez marcas brasileiras entram na Semana de Moda de Milão nesta terça-feira, 22 de setembro, em uma ação que não passa por convite individual nem por representação comercial isolada. Chamada Brazilian Sustainable Fashion in Milan, a iniciativa leva as empresas em bloco, com desfile marcado para as 14h no horário local e um showroom que roda nos dias 23 e 24, voltado a compradores e profissionais do circuito internacional.

Participam Alina Amaral, Ana de Jour, Camila Machado Ateliê, Celeste, Ludimila Heringer, Lyberthras, Natural Cotton Color, Proposta Verde, Val Valadares e Villa Dharma. Todas são lideradas por mulheres e vêm de regiões diferentes do país, o que já separa a comitiva do recorte Rio e São Paulo que costuma representar o Brasil lá fora.

O critério de seleção é a parte que diferencia a ação. As marcas foram avaliadas por práticas de sustentabilidade em quatro dimensões, governança, social, ambiental e econômica, com o design dos produtos entrando na conta. Francisca Vieira, presidente da Associação Brasileira da Moda Sustentável, resumiu a aposta dizendo que o país tem “a moda que o mundo procura e o planeta precisa”, e afirmou que a iniciativa abre um capítulo novo na história da moda brasileira.

A estrutura por trás explica o alcance. A realização é da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, por meio do Texbrasil, programa de internacionalização da moda nacional. Lilian Kaddissi, superintendente de Marketing e Negócios da Abit e gestora do Texbrasil, foi direta ao dizer que o objetivo vai além da imagem: a meta é transformar a passagem por Milão em oportunidade concreta de negócio para as marcas.

Essa distinção importa. Presença em semana de moda internacional rende foto e repercussão, mas raramente se converte em pedido. Colocar o showroom logo depois do desfile, nos dois dias seguintes, é a tentativa de garantir que a atenção gerada na passarela encontre alguém do outro lado da mesa com talão de pedidos na mão.

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