Ralph Lauren estreia PoloFest em Tóquio e comemora seus 60 anos

O primeiro festival cultural da marca acontece entre 23 e 25 de outubro, em Harajuku, com exposição de arquivo, palestras e mercado de vintage com dezessete negociantes.

Ralph Lauren estreia PoloFest em Tóquio e comemora seus 60 anos
Foto: Divugalção

A Ralph Lauren estreia o PoloFest em Tóquio entre 23 e 25 de outubro, e o evento abre a contagem para os 60 anos da marca, que se completam em 2027. É o primeiro festival cultural da empresa, montado no Jing Harajuku, no bairro de Shibuya, com entrada gratuita.

A escolha de Tóquio não é aleatória. A Ralph Lauren chegou ao Japão em 1976 e completa cinquenta anos de presença no país em 2026, onde encontrou um público especialmente ligado a alfaiataria, artesanato e ao vocabulário do americana clássico. O colecionismo de Polo vintage em Tóquio é um fenômeno próprio, com circuito de lojas e uma estética que se desenvolveu em paralelo à da marca.

O programa tem quatro frentes. Há uma exposição de arquivo com peças raras da Polo, pensada para mostrar a troca entre a marca e o Japão; uma série de palestras sobre as influências da casa e as figuras que formaram essa comunidade; um mercado de vintage com dezessete negociantes; e uma linha de produtos de upcycling feita por artesãos japoneses especializados em remendo tradicional. Um posto do Ralph’s Coffee completa a estrutura.

O mercado é a parte mais específica do festival. Os dezessete expositores vêm do Japão, dos Estados Unidos, do Canadá, do Reino Unido e da Itália, e incluem casas de Tóquio como Reflex e Safari ao lado de nomes nova-iorquinos como Metropolis Vintage e Procell. É o tipo de reunião que normalmente acontece em feira independente, não dentro de ativação oficial de marca.

O que a Ralph Lauren constrói com o PoloFest

“A Ralph Lauren nunca foi só sobre uma camisa ou uma peça de roupa”, disse David Lauren, vice-presidente do conselho e diretor de branding e inovação da empresa, ao descrever o evento como um encontro em torno de uma cultura compartilhada.

O movimento tem leitura estratégica direta. Ao colocar revendedores de vintage dentro do próprio evento, a Ralph Lauren reconhece oficialmente um mercado secundário que existe há décadas à margem dela e que forma o imaginário da marca para gerações que nunca compraram peça nova em loja. É validação de um ecossistema que a empresa não controla, mas do qual depende.

Os ingressos são gratuitos e distribuídos exclusivamente pela comunidade de membros da Ralph Lauren no LINE, o aplicativo de mensagens dominante no Japão. Ou seja, acesso restrito a quem já está dentro da base da marca no país, o que limita o alcance a turistas e visitantes.

O comunicado descreve o PoloFest como a primeira de uma série, com o formato adaptado à cultura de cada cidade que o receber. Nenhuma outra sede foi anunciada.

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