Show histórico mistura música latina, política, dança e símbolos de identidade em uma das apresentações mais comentadas da história do evento.

O Bad Bunny no Super Bowl 2026 já entrou para a história como um dos momentos mais simbólicos e discutidos do entretenimento global. Diante de mais de 125 milhões de espectadores, o artista porto-riquenho transformou o intervalo do jogo em uma celebração da cultura latina, combinando música, dança, memória coletiva e posicionamento político em uma performance histórica.
O Bad Bunny no Super Bowl se consolidou como uma afirmação de identidade. A performance trouxe referências diretas a Porto Rico, à imigração, à diáspora latina e à ideia de união entre os povos das Américas, usando o palco mais assistido da televisão como espaço de narrativa cultural.

O conceito do Bad Bunny no Super Bowl
Desde o início, o Bad Bunny deixou claro seu tom. O artista abriu a apresentação atravessando um cenário que simulava um canavial e uma vizinhança porto-riquenha, com barbearia, salão de beleza, mercadinho e a icônica casita. Era uma recriação afetiva dos espaços comunitários que moldam a vida latina.
A estética dialogava diretamente com Porto Rico, território central na obra de Bad Bunny, e funcionava como pano de fundo para uma sequência intensa de hits, começando por “Tití Me Preguntó”. A dança, o humor e a teatralidade deram o tom de uma apresentação pensada para ser popular, mas carregada de significado.

Participações especiais e momentos simbólicos
Bad Bunny no Super Bowl 2026 ganhou ainda mais força com participações que ampliaram sua mensagem de unidade. Lady Gaga surgiu em um dos momentos mais comentados da noite, interpretando uma versão com influência salsa de “Die With a Smile”, hit lançado em 2024 com Bruno Mars. A cena incluiu uma cerimônia de casamento encenada no palco, reforçando o caráter performático e simbólico do encontro.
Outro ponto alto foi a entrada de Ricky Martin, que apareceu em uma cadeira de plástico, referência direta à capa do álbum “Debí Tirar Más Fotos”. Sua presença trouxe uma camada histórica à narrativa, conectando gerações da música latina e lembrando o papel de Martin na explosão do pop latino nos Estados Unidos nos anos 1990.
Entre o público e o palco, figuras como Pedro Pascal, Jessica Alba, Karol G e Cardi B foram vistas dançando sob a casita, reforçando visualmente a ideia de celebração coletiva.
Nota da redação
O show do Bad Bunny no Super Bowl foi o primeiro show de intervalo da história do evento conduzido majoritariamente em espanhol, um marco simbólico para a representatividade latina na cultura pop norte-americana.

Política, memória e resistência no palco
Embora fosse, acima de tudo, uma festa, o show do Bad Bunny no Super Bowl 2026 esteve repleto de referências políticas. Um telão exibiu a frase “The only thing more powerful than hate is love”, interpretada como resposta direta às críticas racistas sofridas pelo artista antes da apresentação.
Em outro momento, um vídeo reproduziu trechos do discurso de Bad Bunny no Grammy, enquanto um garoto recebia simbolicamente o prêmio das mãos do cantor. A cena foi associada por fãs a casos recentes de detenções de imigrantes, ampliando o debate sobre políticas migratórias nos Estados Unidos.
A performance também trouxe referências ao furacão Maria, com figurinos e encenações que remetiam aos apagões prolongados enfrentados por Porto Rico. O vazio deixado por uma cadeira durante a participação de Ricky Martin foi interpretado como homenagem às milhares de vítimas do desastre.

Unidade como mensagem central
O encerramento do show do Bad Bunny no Super Bowl deixou clara sua principal mensagem. Ao final, o artista declarou “God Bless America” antes de citar nominalmente países de todas as Américas, incluindo Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. Em seguida, um letreiro exibiu a frase “Together, we are America”.
A escolha reforçou a ideia de que a identidade americana é plural, construída por diferentes culturas, línguas e histórias. O campo se transformou em uma grande pista de dança, com bandeiras de vários países e uma explosão de cores, música e movimento.
Assista a performance completa do Bad Bunny no Super Bowl 2026.

O impacto cultural do Bad Bunny no Super Bowl
O Super Bowl 2026 consolidou Bad Bunny como uma das vozes culturais mais influentes de sua geração, capaz de usar o entretenimento como ferramenta de diálogo social.
Ao unir pop global, ritmos latinos, política e afeto, o show redefiniu o que o intervalo do Super Bowl pode representar. Bad Bunny criou um espaço de pertencimento, onde cultura latina, orgulho e celebração caminharam juntos.
Afinal, como disse Benito: ‘Somos todos Americanos’.
Leia também: Malbec Black Legend: Kaká e Cannavaro estrelam nova campanha de O Boticário.





