A peça de esmeraldas que Richard Burton deu à atriz em 1964 saiu do arquivo da Bulgari para uma visita privada em Roma, organizada pelo stylist dela.


Kim Kardashian experimentou o colar de esmeraldas que pertenceu a Elizabeth Taylor. Não foi em tapete vermelho: a peça saiu do arquivo da Bulgari para uma visita privada na loja principal da marca, na Via Condotti, em Roma, no dia 23 de outubro.
O encontro foi presente de aniversário. Quem organizou foi Law Roach, stylist dela, para marcar os 21 de outubro, e Kardashian estava na cidade com a mãe, Kris Jenner, para a estreia mundial de “All’s Fair” no Festival de Cinema de Roma, no dia 24. No Instagram, ela resumiu assim: “Agora posso começar o ano com essa energia da Elizabeth”.
A história do colar de Elizabeth Taylor que Kim Kardashian experimentou
A joia tem data e procedência. A Bulgari fabricou o colar em 1962, com quinze esmeraldas colombianas em gradação de tamanho e uma esmeralda do Zimbábue, somando cerca de 60,5 quilates, cravadas com diamantes de lapidação brilhante em platina.
Richard Burton deu a peça a Taylor em 1964, depois que o romance entre os dois começou nas filmagens de “Cleópatra”, rodadas justamente em Roma. O colar passou a ser usado com um broche de esmeralda de 23,6 quilates que a atriz já tinha, e virou um dos objetos mais associados à relação dos dois.


Em 2011, depois da morte de Taylor, o acervo dela foi a leilão na Christie’s. O colar foi arrematado por US$ 6,13 milhões, muito acima da estimativa de US$ 1 milhão a US$ 1,5 milhão. O broche, vendido como lote separado, chegou a US$ 6.578.500.
Kim Kardashian tem uma ligação pessoal com a história. Ela entrevistou Elizabeth Taylor para a Harper’s Bazaar em 2011, pouco antes da morte da atriz, aos 79 anos, conversou com ela por telefone e depois foi convidada a ver as joias na casa, antes de o acervo ser esvaziado para o leilão.
É esse histórico que separa a visita de uma ação publicitária comum. A Bulgari tem relação longa com Elizabeth Taylor, que é figura central da narrativa da marca desde os anos 1960, e tirar o colar do arquivo para uma visita privada é gesto de arquivo vivo, não de empréstimo de tapete vermelho.
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