Modelos desceram do farol de Île-Rousse em vestidos-camisa de popelina e pantalonas de tafetá enquanto veleiros soletravam o nome da marca no Mediterrâneo, em um desfile na Córsega que marca o retorno à estética solar e antecipa a estreia de uma linha de beleza com a L’Oréal.



A imagem que vai ficar é a de modelos serpenteando desde o topo de um farol branco em direção ao Mediterrâneo enquanto uma fileira de veleiros soletrava as letras J-A-C-Q-U-E-M-U-S no mar aberto. A Jacquemus apresenta a coleção Le Bonheur em desfile na Córsega nesta segunda-feira, no rochedo de Île-Rousse, na costa noroeste da ilha francesa, entregando o tipo de espetáculo de cenário que se tornou assinatura da marca e que desta vez funciona como abertura de um novo capítulo: a estreia de uma linha de beleza em parceria com a L’Oréal, prevista para a próxima primavera.
O público que assistiu ao desfile na Córsega sob um calor recorde e ventos fortes incluiu Isabelle Huppert, o ator sul-coreano Park Seo-joon, Manon Bannerman do grupo Katseye e a cantora Alizée, dona do clássico Y2K Moi… Lolita e natural da própria Córsega, que disse que a ilha estava em polvorosa há dias com a chegada do show. A organização enfrentou turbulência literal: rajadas de vento arrancaram guarda-sóis montados para proteger os convidados, e um deles passou perto de atingir a modelo que fechou a passarela, Athéna Accorsi, filha da atriz e modelo Laetitia Casta. Simon Porte Jacquemus admitiu depois do show que montar o evento durante uma onda de calor foi estressante.
A coleção Le Bonheur é a mais tecnicamente refinada que Simon Porte já apresentou. Depois de várias temporadas inclinando a marca para construções de inspiração couture mais elaboradas, o designer voltou às formas gráficas e à paleta ácida e solar que definiram a identidade da Jacquemus desde o começo. A Jacquemus apresenta no lineup vestidos-camisa em popelina de algodão, saias-bolha de organza transparente, pantalonas de tafetá tão amplas que parecem vestidos de gala, e variações de regatas oferecidas em materiais que vão de organza sheer a couro fino como papel. Casacões duster que fluem em continuidade a lenços amarrados na cabeça, colunas bustier com fenda nas costas e maxivestidos com acabamento de plumas refletem o investimento que a marca fez nos ateliês internos nos últimos meses.



O masculino entrou na passarela com a mesma leveza. Caftãs em lã fluida, calças de organza com corte barril e punhos contrastantes e ternos de náilon translúcido com jaquetas enfiadas dentro da cintura elástica de calças balão compuseram uma proposta de alfaiataria de verão que mantém o corpo livre sem perder definição. Nos acessórios, chapéus de palha cônicos em miniatura e sapatilhas macias em tons de pêssego, limão e rosa chiclete apareceram em cores que o designer descreveu como doces, sorvete ou um prato de pêssegos, coisas que você deseja na hora.
Para o leitor que acompanhou a matéria de anúncio do desfile na Córsega publicada pela Hypnotique na semana passada, a Le Bonheur confirmou tudo que o cenário prometia e adicionou um dado de negócio relevante: a coleção vai chegar às lojas no mesmo momento que o primeiro perfume da marca com a L’Oréal, e o desfile foi desenhado para alimentar um arco de visibilidade de 360 graus que Simon Porte descreveu como pensamento simultâneo de designer e de fundador. A marca também expandiu a operação de resort com lojas temporárias em Forte dei Marmi, na Itália, e em Bodrum, na Turquia. A frase final da review do WWD resume: prepare-se para a Jacquemus dominar o próximo verão.
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