O filme dirigido por Sue Kim acompanha o ano de independência da cantora longe do BLACKPINK, entre música solo, atuação e negócios.

O documentário da LISA, “Always Lalisa”, vai ter sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2026, dentro da programação Gala. Produzido pela Sony Music Vision e dirigido por Sue Kim, o longa de 97 minutos acompanha a cantora tailandesa durante um ano decisivo, longe do BLACKPINK. O festival acontece entre 10 e 20 de setembro, e a escolha de um palco desse porte para a estreia diz muito sobre a ambição do projeto: posicionar LISA não só como estrela pop, mas como figura de cinema por direito próprio.
O recorte do filme é o que o torna interessante. Pela primeira vez desde a infância, LISA se afasta do BLACKPINK por um ano de independência, e o documentário se organiza em torno dessa janela específica. Ele mostra a pressão de lançar uma carreira solo, investir na atuação e construir uma marca enquanto tenta proteger uma vida pessoal fora dos holofotes. O eventual retorno dela ao grupo dá ao filme um ponto final fixo, e transforma a narrativa num retrato de um período limitado e intenso de mudança, em vez de uma biografia genérica.
Para entender o peso do documentário da LISA, vale lembrar o tamanho do que ela construiu nesse intervalo. A história começa depois do fim do contrato dela com a YG e da criação da própria empresa, a LLOUD, em 2024. Naquele ano, ela filmou a terceira temporada de “The White Lotus”, da HBO, na Tailândia, e lançou faixas como “Rockstar”, “New Woman” com Rosalía e “Moonlit Floor”. Em 2025, acelerou de vez: emplacou o álbum solo enquanto seguia em turnê com o BLACKPINK, estreou como atriz, apareceu no Met Gala, fez um set solo no Coachella e assinou com a agência WME.

O ritmo não desacelerou. Já em 2026, LISA se apresentou na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, ao lado de Anitta e Rema, tornando-se a primeira artista de K-pop mulher e a primeira artista tailandesa a pisar naquele palco. Também entrou para o comitê anfitrião do Met Gala, outra estreia para um nome do K-pop, e foi anunciada em dois projetos da Netflix, o filme de ação “TYGO” e uma comédia romântica, nos quais atua e assina como produtora executiva. Some a isso a residência “VIVA LA LISA”, em Las Vegas, cujos ingressos esgotaram em menos de dez minutos, e o quadro fica completo.
É justamente essa avalanche de conquistas que o filme tenta enquadrar dentro de uma pressão emocional real. “Always Lalisa” examina como a cantora administra música, atuação, negócios e exposição pública enquanto se prepara para voltar ao BLACKPINK, buscando o custo humano por trás da lista de feitos. Produzido pela Sony Music Vision em associação com RCA Records, Tremolo Productions, Salt Water Productions e a própria LLOUD, o documentário chega a Toronto com a missão de mostrar a pessoa por trás do fenômeno. Para uma artista acostumada a ser vista sempre em performance, deixar as câmeras registrarem a dúvida pode ser o gesto mais ousado de todos.









