Com Law Roach e nomes como KidSuper, Thom Browne e Who Decides War, a tenista levou referências do basquete para suas entradas em quadra.

A participação de Naomi Osaka no US Open terminou nas oitavas de final, mas sua sequência de entradas em quadra criou uma narrativa paralela ao campeonato.
Durante o torneio, Naomi Osaka no US Open 2026 trabalhou ao lado do stylist Law Roach e apresentou roupas desenvolvidas com KidSuper, Thom Browne, Who Decides War e Monse. Cada rodada recebeu um visual diferente.
O fio condutor foi o basquete.
A Nike estruturou parte do projeto em torno da cultura da NBA e da relação entre esporte e Nova York. Osaka levou essa referência adiante usando roupas que misturavam elementos do uniforme de tênis, streetwear, alfaiataria e peças associadas às entradas dos jogadores de basquete nas arenas.
Naomi Osaka no US Open 2026: quatro entradas diferentes
A primeira rodada começou com uma referência bastante específica: Allen Iverson.
Osaka entrou em quadra usando uma longa saia branca de tule e um robe cinza com capuz desenvolvido pela Who Decides War. Ao retirar o capuz, revelou tranças e uma faixa de cabeça que lembravam diretamente a imagem de Iverson durante sua passagem pelo Philadelphia 76ers.
Na rodada seguinte, a direção mudou.
Thom Browne criou uma jaqueta branca longa bordada com raquetes cruzadas. Por baixo, a saia apresentava uma construção em mesh que lembrava a rede de uma cesta de basquete.
Para a terceira partida, entrou a Monse.
A marca combinou um blazer cinza oversized com elementos de hoodie e calças amplas de fleece, aproximando alfaiataria e sportswear.

KidSuper encerrou a sequência
Na partida contra Elena Rybakina, Osaka apareceu com o visual mais colorido de sua sequência.
A peça principal era uma capa multicolorida com acabamento semelhante a pele, criada pela KidSuper, marca do designer Colm Dillane.
O look também incluía uma faixa inspirada no logotipo da NBA. No lugar da silhueta de um jogador de basquete, aparecia uma tenista segurando uma raquete.
Depois do jogo, Osaka disse que se sentiu “swaggy” usando a roupa e que o resultado representava Nova York para ela.
É uma descrição simples para um projeto que funcionou justamente por não tentar separar esporte e moda.
O túnel da NBA chegou ao tênis
Jogadores de basquete transformaram há anos a chegada aos ginásios em parte da cultura visual da NBA.
O chamado tunnel fit passou a ter fotógrafos, perfis especializados, marcas e stylists acompanhando o que atletas vestem antes dos jogos.
Osaka está levando uma lógica parecida para o tênis.
Sua roupa de competição continua condicionada às necessidades do esporte. A entrada, no entanto, cria espaço para outra linguagem.
Capas, jaquetas longas, alfaiataria e acessórios podem aparecer durante alguns minutos e desaparecer antes do início da partida.
Esse intervalo passa a funcionar como apresentação.

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Law Roach e a construção de cada personagem
A presença de Law Roach ajuda a explicar por que os quatro looks parecem conectados, mesmo tendo sido produzidos por marcas diferentes.
Conhecido pelo trabalho com Zendaya, o stylist costuma construir sequências de imagem em torno de eventos específicos.
No US Open, o método encontrou um formato bastante objetivo: uma roupa para cada rodada.
A continuidade do torneio determinava a continuidade do guarda-roupa.
Quando Osaka foi questionada sobre os possíveis looks que não chegaram a ser utilizados depois da eliminação, respondeu que sempre existe alguma coisa planejada e explicou que esse processo é uma maneira de se divertir e se animar durante a competição.
Os looks de entrada não substituem o uniforme de jogo. Eles fazem parte do momento anterior à partida e permitem construções mais complexas que dificilmente seriam compatíveis com a movimentação exigida durante um jogo profissional.
Moda e tênis estão cada vez mais próximos
Os códigos visuais do tênis já aparecem regularmente fora das quadras.
Saias plissadas, polos, visores, meias esportivas e tênis de perfil baixo passaram a circular entre coleções de moda e street style.
Osaka trabalha no sentido inverso: leva referências externas para dentro do torneio.
E faz isso sem tentar transformar a quadra em editorial.
A roupa aparece primeiro, cumpre seu papel visual e sai antes da partida.
Esse formato ajuda a explicar por que Naomi Osaka no US Open 2026 chamou atenção mesmo além dos resultados esportivos.
Os looks acompanharam o campeonato como capítulos.
Osaka encontrou uma maneira bastante própria de trabalhar moda dentro do esporte. Não precisou alterar o uniforme ou comprometer a performance. Bastou ocupar de outra maneira os minutos que antecedem a partida.
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