O agasalho sob medida homenageia as raízes de Simon Porte Jacquemus no sul da França e ganhou o palco na turnê do artista.


A Jacquemus faz uma jaqueta especial para Bad Bunny, e a peça já estreou onde mais importa: no palco. Durante sua turnê mundial, o artista porto-riquenho subiu para se apresentar vestindo um agasalho Marseille feito sob medida pela grife francesa, do qual a jaqueta é a estrela. A escolha não foi aleatória. O modelo é uma homenagem direta às raízes de Simon Porte Jacquemus no sul da França, e traduz em roupa a identidade provençal que virou a marca registrada do estilista.
O que torna a jaqueta especial para Bad Bunny interessante é justamente esse encontro de mundos. De um lado, a informalidade que define o guarda-roupa de palco do cantor, feito de peças confortáveis e fáceis de vestir. Do outro, o vocabulário visual da Jacquemus, ligado a Marselha, ao Mediterrâneo e a uma certa nostalgia do interior francês. O resultado é um look que carrega um senso de lugar, algo raro num figurino de turnê, onde a maioria dos artistas aposta no espetáculo puro e ignora a origem da roupa.
Para Bad Bunny, é mais um capítulo de uma trajetória de moda que já virou assunto por conta própria. O porto-riquenho construiu ao longo dos anos uma relação com as grandes casas de luxo que vai além do patrocínio, e cada aparição funciona como um novo carimbo no passaporte estético dele. Vestir uma peça sob medida da Jacquemus em plena turnê reforça essa lógica: a roupa não é acessório do show, é parte da narrativa que ele conta em cima do palco.


Vale olhar também para o que esse gesto diz sobre o momento da música ao vivo. O palco de turnê virou território de moda por direito próprio, e vestir uma peça sob medida de uma grife durante o show deixou de ser exceção para virar quase regra entre os artistas do topo. A diferença está no acabamento. Muita gente sobe ao palco com roupa de marca, poucos sobem com uma peça pensada exclusivamente para aquele corpo e aquele contexto.
Ao escolher um agasalho Marseille feito só para ele, Bad Bunny se coloca no segundo grupo, o dos artistas que tratam o figurino como extensão do trabalho e não como enfeite de última hora. É o tipo de detalhe que o público mais atento percebe na hora, e que rende quase tanto quanto a própria apresentação quando as fotos começam a circular.
Do lado da Jacquemus, o gesto também faz sentido. Colocar uma peça exclusiva num dos artistas mais vistos do planeta, num momento em que ele está diante de estádios lotados noite após noite, é o tipo de exposição que nenhuma campanha tradicional compra com a mesma naturalidade. Quando a Jacquemus faz uma jaqueta especial para um nome desse tamanho, ela não está só vestindo o cantor, está levando a Provença para um público que talvez nunca tivesse ouvido falar das raízes de Simon Porte.
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