A primeira colaboração de beleza da maison une Pat McGrath e Nicolas Ghesquière, e traz o Monograma para uma paleta pela primeira vez.

A nova coleção limitada da Louis Vuitton La Beauté marca um momento inédito para a casa: é a primeira colaboração de beleza da maison desde que ela entrou no segmento. O projeto une duas forças que já se conheciam bem, a maquiadora Pat McGrath, diretora criativa de cosméticos da marca, e Nicolas Ghesquière, diretor artístico das coleções femininas. Voltada para olhos e lábios, a coleção também traz uma primeira vez simbólica: é a estreia da icônica lona Monograma nos produtos La Beauté, aplicada nas paletas de sombra Monogram Dune e Monogram Infrarouge. Para uma linha de beleza ainda jovem, é um passo que aproxima a maquiagem do universo de objetos de desejo da grife.
A parceria por trás da coleção não nasceu de um briefing tradicional, e isso explica boa parte do resultado. McGrath e Ghesquière trabalham juntos nos bastidores dos desfiles da Louis Vuitton há uma década, e essa intimidade criativa aparece no produto. Segundo a maquiadora, foi mais uma questão de sensação do que de plano: a mesma eletricidade e emoção com que os dois constroem os desfiles. Ela descreveu o processo como algo natural, quase inevitável, fruto de anos de confiança e de um ritmo criativo compartilhado. Ghesquière ecoou a ideia, dizendo que, de muitas formas, a La Beauté já fazia parte da história dos dois, e que a colaboração apenas deu a ela uma nova dimensão.
O timing do lançamento não é acaso, e amarra a coleção a uma data importante. A Louis Vuitton celebra neste ano os 130 anos do seu Monograma, o padrão gráfico mais reconhecível da casa, criado em 1896. Trazer esse símbolo para dentro de uma paleta de maquiagem é uma forma de estender a comemoração para além da moda e dos acessórios, transformando a maquiagem em mais um território onde o código visual da marca se manifesta. É a lógica que McGrath sempre defendeu para a linha: tratar cada peça não só como cosmético, mas como um objeto para ser guardado, exibido e colecionado, no mesmo espírito de uma bolsa ou de um baú.

Vale lembrar de onde vem a La Beauté para dimensionar essa nova coleção limitada. A linha de beleza da Louis Vuitton estreou em 2025, também sob a direção criativa de Pat McGrath, com um lançamento ambicioso que incluía os batons LV Rouge, em 55 tons, os bálsamos LV Baume e as sombras LV Ombres. Desde o início, a proposta foi elevar a maquiagem à categoria de objeto de arte, com embalagens esculturais que remetem à tradição de fabricação de baús da maison. A colaboração atual dá continuidade a esse conceito, agora com o peso extra de reunir os nomes de McGrath e Ghesquière numa assinatura conjunta.
O que essa coleção revela, no fundo, é a ambição da Louis Vuitton no mercado de beleza. Ao lançar uma coleção limitada que junta sua diretora de cosméticos e seu diretor artístico, a marca sinaliza que não vê a maquiagem como um apêndice comercial, e sim como parte integral da sua identidade criativa. McGrath resumiu o espírito da parceria ao falar da dualidade das mulheres para quem a casa desenha, sempre fortes, confiantes e autênticas. Com o Monograma agora estampado numa paleta e dois dos maiores nomes da marca à frente do projeto, a nova coleção da Louis Vuitton La Beauté prova que, para a maison, beleza também é uma forma de luxo em movimento.









