FKA Twigs, Brian Eno e Patti Smith irão expor na Bienal de Veneza

O Pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza 2026 reúne 25 artistas em uma exposição sonora e contemplativa inspirada na vida de Santa Hildegard de Bingen, com curadoria de Hans Ulrich Obrist.

FKA Twigs, Brian Eno e Patti Smith irão expor na Bienal de Veneza
Foto: Reprodução

A Bienal de Veneza 2026 tem um dos pavilhões mais aguardados já revelados. O Pavilhão da Santa Sé apresenta “The Ear is the Eye of the Soul”, uma exposição sonora e contemplativa com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers que reúne 25 artistas entre músicos, poetas, arquitetos e cineastas.

Entre os nomes confirmados estão FKA Twigs, Brian Eno, Dev Hynes, Patti Smith e Jim Jarmusch, figuras que raramente dividem o mesmo espaço expositivo e que, juntas, constroem um dos lineups mais impressionantes da edição.

A mostra estará em cartaz em Veneza de 9 de maio a 22 de novembro de 2026.

FKA Twigs, Brian Eno e Patti Smith irão expor na Bienal de Veneza
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Uma exposição inspirada em Santa Hildegard de Bingen

O ponto de partida conceitual da mostra é a vida e o legado de Santa Hildegard de Bingen, freira beneditina medieval que foi simultaneamente abadessa, poetisa, curandeira e compositora, além de padroeira de escritores e músicos.

“A exposição assume a forma de uma prece sonora”, descreve o texto do projeto. “Um chamado ao ato contemplativo de escutar.”

A escolha de Hildegard como figura central não é apenas histórica. É uma declaração sobre o papel do som como forma de conhecimento espiritual e sensorial, tema que atravessa toda a programação artística da Bienal de Veneza neste pavilhão.

FKA Twigs, Brian Eno e Patti Smith irão expor na Bienal de Veneza
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Os artistas e os espaços que compõem a Bienal de Veneza 2026 no Pavilhão da Santa Sé

A exposição se divide entre dois espaços em lados opostos de Veneza. O primeiro é The Mystical Garden of Discalced Carmelites, em Cannaregio, onde novas encomendas sonoras de FKA Twigs, Brian Eno e Jim Jarmusch canalizam os cantos, escritos e imagens de Hildegard.

O coletivo Soundwalk Collective, copresentador da mostra, instala um instrumento site-specific que sintoniza os sons do convento do século XVII e de seus jardins. Precious Okoyomon contribui com uma série de instalações de sinos de vento que completam o ambiente sonoro do espaço.

Do outro lado da cidade, o Complesso di Santa Maria Ausiliatrice, em Castello, reinventa os “scriptoriums” medievais, salas onde escribas copiavam e iluminavam manuscritos, sob uma perspectiva contemporânea.

Entre os nomes confirmados estão FKA Twigs, Brian Eno, Dev Hynes, Patti Smith e Jim Jarmusch, figuras que raramente dividem o mesmo espaço expositivo e que, juntas, constroem um dos lineups mais impressionantes da edição.
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Alexander Kluge e o scriptorium contemporâneo

No coração do espaço de Castello está a obra final do diretor e escritor alemão Alexander Kluge, descrita pelos organizadores como “uma imponente instalação de filmes e imagens em 12 estações, distribuída por três salas”. É um dos projetos mais ambiciosos em termos de escala dentro da Bienal de Veneza deste ano.

A arquiteta Tatiana Bilbao apresenta um novo projeto de arquitetura monástica ao lado de um arquivo vivo de textos multilíngues, dando continuidade ao trabalho que desenvolveu para a Bienal de Arquitetura de 2025.

Outros nomes em exibição incluem Otobong Nkanga, Ilda David, Kali Malone, Moor Mother e Holly Herndon & Mat Dryhurst, consolidando a Bienal de Veneza 2026 como um espaço de diálogo entre gerações e linguagens artísticas distintas.

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Por que o Pavilhão do Vaticano é um dos destaques da Bienal de Veneza 2026

A curadoria de Hans Ulrich Obrist, um dos curadores mais influentes do mundo, garante ao Pavilhão da Santa Sé um nível de ambição curatorial raramente visto em um espaço institucional religioso. A escolha de artistas como FKA Twigs e Dev Hynes ao lado de figuras como Brian Eno e Patti Smith cria um arco que vai da música experimental contemporânea à vanguarda pop, passando pelo cinema e pela poesia.

A Bienal de Veneza 2026 já se consolidou como uma das edições mais aguardadas dos últimos anos, e o Pavilhão da Santa Sé é um dos motivos centrais dessa expectativa.

Som como linguagem artística central

O fio condutor de toda a exposição é o som como forma de contemplação e conhecimento. Em um contexto onde a Bienal de Veneza tende a privilegiar obras visuais e instalações plásticas, “The Ear is the Eye of the Soul” propõe uma inversão: colocar o ouvido no centro da experiência estética.

É uma aposta que reflete tanto a herança de Hildegard quanto o momento atual de artistas como FKA Twigs e Brian Eno, que há décadas exploram o som como território de espiritualidade, identidade e transformação.

A Bienal de Veneza 2026 abre em 9 de maio. O Pavilhão da Santa Sé estará em exibição até 22 de novembro.

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