De Jacquemus vestindo a França a Travis Scott eliminando coleções junto com as seleções, um guia completo com as parcerias que transformaram o torneio no evento de moda mais carregado da história.


A Copa do Mundo 2026 começou no dia 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México, e antes mesmo da primeira bola rolar já era possível dizer que essa seria a edição mais carregada de moda da história do torneio. As collabs de moda e futebol que cercam o Mundial vão de maisons de luxo francesas vestindo seleções inteiras a drops de streetwear que desaparecem quando o time é eliminado, passando por campanhas publicitárias com elencos de cinema e sistemas de resfriamento nascidos na Fórmula 1. A seguir, um guia com as melhores collabs de moda e futebol da Copa do Mundo 2026 organizadas por categoria.
O movimento mais marcante da Copa do Mundo 2026 no campo da moda é a entrada direta de casas de luxo no vestuário oficial das seleções. A Jacquemus assinou o uniforme pré-jogo e a cápsula lifestyle da seleção francesa em parceria com a Nike, trazendo o minimalismo mediterrâneo da maison de Simon Porte Jacquemus para a estética de vestiário em uma das parcerias mais comentadas do calendário.
A Gabriela Hearst, designer uruguaia radicada em Nova York, foi ainda mais longe: criou o guarda-roupa completo da delegação do Uruguai com alfaiataria italiana feita sob medida em lã merino de origem local, incluindo jaquetas Irving, polos em micro-merino, gravatas de seda e o tênis sustentável Ohio com solas de 30% de material reciclado.



Do lado da Balenciaga, Pierpaolo Piccioli trouxe de volta a Soccer Series com camisas oversized, jaquetas de patches bordados e um serviço de personalização em caligrafia inspirada na letra do próprio diretor criativo, posicionando a casa como a proposta mais luxuosa do calendário de Copa. Na cerimônia de abertura, Salma Hayek apareceu como embaixadora oficial do torneio com um terno vermelho-morango feito sob medida pela Gucci de Demna, e Shakira subiu ao palco com um look inédito da Off-White, confirmando que o luxo não ficou restrito ao vestiário.
Se o luxo vestiu as delegações, o streetwear vestiu a torcida. Travis Scott e a Nike lançaram a Cactus Jack x Total 90, cápsula que resgata a identidade visual mais icônica do futebol dos anos 2000 com peças de 10 seleções e uma mecânica inédita: quando um time é eliminado da Copa, a coleção daquele país sai do ar para sempre. Romeo Beckham estreou a Intra com a Nations Collection, três jaquetas bomber de Brasil, Inglaterra e Estados Unidos em drop limitado de 48 horas que abriu no dia 7 de junho.
A Corteiz, label londrina de drill culture, surpreendeu com uma cápsula para o Brasil que cruza o amarelo clássico da seleção com o logo Alcatraz e a energia gráfica do streetwear britânico. A Kith fechou uma parceria tripla com a adidas e Lionel Messi para uma coleção premium da Argentina com track jackets, Sambas em camurça e jerseys minimalistas.



E do lado mais inesperado, a própria Argentina também assinou uma colaboração com a Thrasher, a revista de skate, em uma proposta que abandona completamente a estética esportiva tradicional. No Brasil, a Carnan se juntou à Umbro na coleção Efeito Amuleto, que transforma a superstição do torcedor brasileiro em peças de streetwear esportivo com iconografia religiosa e referências aos uniformes dos anos 1990.
A Nike soltou o Rip the Script, curta de seis minutos dirigido por Dan Streit com Cristiano Ronaldo, LeBron James, Kylian Mbappé, Kim Kardashian, Travis Scott, LISA, Channing Tatum e mais de 30 nomes, em uma das produções mais ambiciosas da história das campanhas de Copa. Antes do curta, a marca já havia revelado a campanha principal com LISA do BLACKPINK e Kim Kardashian como protagonistas. A adidas respondeu com o CLIMACOOL SYSTEM, sistema de resfriamento com colete de gel congelável, jaqueta isolante e sobreluva para chuteiras, nascido da tecnologia da Mercedes-AMG Petronas de F1 e testado com Manchester United, Juventus e Arsenal.


A Levi’s entrou com camisetas retrô de Copa e o projeto criativo Voices of Denim com a Afro Fashion Association. No campo de fast fashion, a Old Navy lançou mais de 250 peças para cinco seleções com preços a partir de 17,99 dólares, e a Gap, sob Zac Posen, apostou em estampas vintage que vão da Inglaterra de 1966 ao Brasil de 2014. Até a Aerie entrou na conversa com uma linha de loungewear em tom off-white construída ao redor de cinco silhuetas clássicas de conforto.
A lista de collabs de moda e futebol da Copa do Mundo 2026 é longa demais para caber em um texto só, e isso em si já é o ponto. Nenhuma edição anterior do torneio teve tantas casas de luxo, tantas labels de streetwear e tantas campanhas de celebridade orbitando ao redor do mesmo evento esportivo. O que a Copa de 2026 está confirmando é que o futebol deixou de ser cenário para a moda e virou protagonista da conversa, com as collabs de moda e futebol funcionando como o terreno em que luxo, streetwear, fast fashion e cultura pop se encontram de forma simultânea.
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