Cachorro de Bad Bunny na capa da Vogue

O pet do astro porto-riquenho entra para a segunda edição da DOGUE, o projeto digital da revista que troca celebridades por seus cães uma vez por ano.

Cachorro de Bad Bunny na capa da Vogue
Foto: Divulgação

O cachorro de Bad Bunny está na capa da Vogue, e não, você não leu errado. A pet do astro porto-riquenho, Sansa, é uma dos protagonistas da nova edição da DOGUE, o projeto digital anual da revista que, uma vez por ano, aposenta as celebridades das capas e coloca no lugar os cães delas. Publicada em 18 de agosto, esta é a segunda edição da série, que rapidamente virou um dos momentos mais divertidos e comentados do calendário da publicação. Para uma revista que é sinônimo de moda e sofisticação, dedicar uma capa inteira a pets é o tipo de brincadeira que só funciona porque vem justamente da Vogue.

O conceito por trás da DOGUE é simples e certeiro. Em vez das tradicionais capas da Vogue, os editores criam capas da DOGUE, um trocadilho com o nome da revista, estrelando os cães dos famosos. A ideia se apoia numa premissa afetiva que todo dono de cachorro entende: pets são um reflexo dos seus donos, e mostrar o animal de uma celebridade acaba revelando um lado mais pessoal e íntimo da estrela do que qualquer ensaio convencional. É glamour com autoironia, moda que não se leva a sério demais, e talvez seja por isso que engatou tão rápido.

A companhia do cachorro de Bad Bunny na edição não decepciona. A capa reúne os pets de vários nomes de peso do entretenimento, seguindo a fórmula que consagrou a estreia da série no ano passado, quando apareceram os cães de Sabrina Carpenter, da Rosé, do BLACKPINK, e do Maluma. Naquela primeira leva, os pets desfilaram com direito a lenços sob medida e até um Mercedes de brinquedo, num nível de produção que rivaliza com editoriais de gente famosa. A expectativa é que a nova edição mantenha esse mesmo capricho, tratando cada animal como uma verdadeira estrela de capa.

Cachorro de Bad Bunny na capa da Vogue
Foto: Divulgação

O sucesso do projeto tem, inclusive, respaldo de bastidor. A editora da Vogue.com, Chloe Malle, contou em entrevista que raramente viu tanto entusiasmo por parte dos assessores de celebridades, afirmando que, em quinze anos de trabalho, nunca tinha presenciado um índice tão alto de perguntas sobre quando um ensaio entraria no ar. Ou seja, os famosos parecem levar a participação dos próprios cães mais a sério do que a das suas próprias campanhas. Faz sentido: colocar o pet na Vogue é uma forma de mostrar personalidade sem a pressão de estar, ele mesmo, sob os holofotes.

No fim, a presença do cachorro de Bad Bunny na Vogue diz menos sobre o cão e mais sobre o momento cultural do dono. O artista vive um pico absoluto de relevância, tendo dominado o streaming global nos últimos anos, estampado capas da Vogue Brasil e da Vogue México e brilhado no tapete vermelho do Grammy 2026 com um smoking sob medida da Schiaparelli. Ter o próprio pet convidado para a DOGUE é mais um sinal de que Benito atravessou de vez a fronteira entre a música e a alta cultura pop, ao ponto de até seu cachorro merecer uma capa. Para os fãs, é a chance de ver um lado mais leve e caseiro de um dos maiores artistas do planeta.

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