A Grindin’ Coffee leva o nome do single que o Clipse lançou em 2002 e agora tem os grãos torrados pela italiana Lavazza.

Pharrell e Pusha T transformaram um hit dos anos 2000 em marca de café, e o trocadilho é literal. A Grindin’ Coffee pega emprestado o nome de “Grindin'”, single que estourou o Clipse em 2002 com produção dos Neptunes no álbum “Lord Willin'”, e a palavra funciona nos dois sentidos: moer o grão e batalhar sem parar. O projeto acaba de subir de patamar com a entrada da Lavazza, torrefadora italiana de 130 anos, responsável pela torra.
A linha de estreia tem dois blends, ambos vendidos em grão ou moídos e calibrados para filtro, espresso e cold brew. O escuro combina grãos da América Central, da América do Sul e do Sudeste Asiático, com notas de cacau, caramelo e especiarias amadeiradas. O médio vem só da América do Sul e puxa para chocolate meio amargo, caramelo e avelã torrada. A venda é exclusiva pelo site da marca.
A origem da ideia é mais convincente que a média das marcas de celebridade. Segundo Pusha T, ele e Pharrell acordavam às cinco da manhã e a primeira coisa do dia era café preto ou o espresso mais forte disponível. Dali iam para o estúdio, ficavam trancados criando e depois pedalavam quarenta quilômetros de bicicleta antes de voltar a criar. O café não era detalhe do ritual, era o combustível dele.
Pharrell resumiu a lógica dizendo que a dupla constrói junto desde o começo, de “Grindin'” em 2002 até agora, e que sempre foi sobre intenção e foco. O café, segundo ele, já estava na sala enquanto os dois criavam. Agora ganhou nome.
O timing ajuda. O Clipse voltou à conversa recentemente e levou o primeiro Grammy da carreira este ano com “Chains & Whips”, faixa com participação de Kendrick Lamar. Transformar a música que abriu as portas da dupla em produto de consumo, vinte e quatro anos depois, é a jogada de catálogo mais eficiente possível.









