Cinéma Paradiso transforma a Torre Eiffel em cinema

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O festival da mk2 deixa o Louvre e ocupa o primeiro andar da Torre Eiffel por quatro dias de sessões gratuitas dedicadas a Paris.

Cinéma Paradiso transforma a Torre Eiffel em cinema
 Cinéma Paradiso Louvre – mk2

Depois de ocupar a Cour Carrée do Louvre em julho, o Cinéma Paradiso Tour Eiffel prepara uma nova edição em um endereço ainda mais improvável.

Entre 24 e 27 de setembro de 2026, a mk2 transforma a Salle Gustave Eiffel, no primeiro andar da Torre Eiffel, em uma sala temporária de cinema com sessões gratuitas. Será a primeira edição do projeto realizada dentro do monumento.

A programação foi montada em torno de Paris e da própria Torre Eiffel. Ela passa por animação, Nouvelle Vague, musicais e filmes que usam a cidade como cenário ou personagem, terminando com a pré-estreia de Le Fantôme de l’Opéra, dirigido por Alexandre Castagnetti.

Do Louvre à Torre Eiffel

O Paradiso nasceu como um projeto da mk2 para ampliar a experiência de assistir a filmes para além de uma sala convencional.

A iniciativa começou com grandes eventos no Grand Palais, que recebeu um drive-in em 2013 e novamente em 2015. Desde então, o conceito passou por diferentes formatos que misturam cinema, música, gastronomia e outras áreas da cultura.

O projeto também deu origem ao Hotel Paradiso, aberto pela mk2 em Paris em 2021 e pensado em torno da experiência cinematográfica.

Em julho de 2026, o festival voltou à Cour Carrée do Louvre para sua sexta edição. Foram quatro noites gratuitas dentro da programação dos Étés du Louvre, com filmes, shows, convidados, bares e gastronomia.

Joachim Trier esteve entre os principais convidados da edição, que também exibiu trabalhos de cineastas como Wes Anderson, Céline Sciamma e Wong Kar-wai.

Agora, o festival muda novamente de escala.

A Salle Gustave Eiffel fica no primeiro andar da Torre Eiffel e passa a funcionar durante quatro dias como sede do projeto.

Cinéma Paradiso Tour Eiffel monta uma programação sobre Paris

Cinéma Paradiso transforma a Torre Eiffel em cinema
 Cinéma Paradiso Louvre – mk2

O recorte não é aleatório.

Boa parte dos filmes selecionados mantém uma relação direta com a capital francesa, sua arquitetura ou sua representação no cinema.

A programação começa em 24 de setembro com Eiffel, de Martin Bourboulon, lançado em 2021. O filme acompanha uma narrativa ficcional ambientada durante a construção da Torre Eiffel para a Exposição Universal de 1889.

A noite de abertura também terá participação da Armani Beauty, parceira oficial do evento, em uma ação relacionada a uma nova fragrância masculina e com presença anunciada de Jonathan Bailey.

Truffaut e Moulin Rouge ocupam o segundo dia

No dia 25 de setembro, a programação passa por duas representações muito diferentes de Paris.

Les 400 Coups, de François Truffaut, lançado em 1959, leva para a tela a cidade vista através de Antoine Doinel e permanece como um dos filmes fundamentais da Nouvelle Vague francesa.

Mais tarde, entra Moulin Rouge!, de Baz Luhrmann, de 2001.

O musical trabalha com uma Paris deliberadamente exuberante, construída em torno de Montmartre e do famoso cabaré no final do século XIX.

Colocar os dois filmes no mesmo dia também mostra a amplitude da proposta do festival: Paris pode aparecer como rua, memória, fantasia ou cenário histórico.

Animação, Scorsese e gastronomia no sábado

O sábado, 26 de setembro, começa com Un Monstre à Paris, animação de Bibo Bergeron ambientada na capital durante a enchente de 1910. A sessão está marcada para 11h30.

Depois entra Hugo Cabret, de Martin Scorsese.

Apesar da aventura ficcional, o filme tem uma relação direta com a própria história do cinema, especialmente com o trabalho do francês Georges Méliès, um dos pioneiros dos efeitos visuais e da narrativa fantástica no início do século XX.

A noite ainda abre espaço para gastronomia.

O chef Mory Sacko apresenta antecipadamente dois episódios de sua série Food Samouraï, acompanhados pelo diretor Éric Nebot. O programa será lançado posteriormente no Disney+.

Essa mistura ajuda a entender o nome Paradiso: o festival nunca foi construído exclusivamente em torno de projeções.

Cinema é o ponto de partida para uma programação que também atravessa música, arte e comida.

A última sessão será uma pré-estreia

O domingo, 27 de setembro, começa com Là-Haut, da Pixar.

Curiosamente, embora boa parte da história do filme se passe longe de Paris, sua presença se encaixa no tema de altura e deslocamento proposto pelo espaço da Torre Eiffel.

Depois vem Un Américain à Paris, musical de Vincente Minnelli lançado em 1951 e vencedor de seis Oscars.

A última sessão será reservada para Le Fantôme de l’Opéra, novo longa dirigido por Alexandre Castagnetti.

O filme será exibido antes de sua estreia comercial, prevista para 28 de outubro de 2026, com presença anunciada de parte do elenco.

A escolha encerra uma programação que passa por diferentes períodos da representação de Paris no cinema.

O que é o Cinéma Paradiso?

O nome pode provocar confusão com o filme italiano Nuovo Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, lançado em 1988.

Aqui, Cinéma Paradiso é o nome do projeto cultural criado pela mk2, grupo francês ligado à produção, distribuição e exibição cinematográfica.

A proposta reúne filmes e outras experiências culturais em espaços fora do circuito convencional de salas.

Grand Palais, Louvre e agora Torre Eiffel passaram a integrar esse repertório.

Como funcionam os ingressos?

Cinéma Paradiso transforma a Torre Eiffel em cinema
 Cinéma Paradiso Louvre – mk2

O festival é gratuito, mas a entrada não funciona por ordem de chegada.

As vagas são distribuídas por meio de uma loteria online organizada pela mk2. O sistema permite concorrer às sessões disponíveis sem cobrança pelo ingresso.

Também é importante observar os horários de acesso.

Para algumas sessões, a organização estabelece um período específico de chegada e informa que o acesso depois do horário limite não será permitido. No caso de Un Monstre à Paris, por exemplo, os espectadores devem chegar entre 10h e 10h30 para a sessão das 11h30.

Por acontecer dentro da Torre Eiffel, o controle de entrada também segue as regras de segurança do monumento.

Paris continua servindo de sala de cinema

O Cinéma Paradiso Tour Eiffel dá continuidade a uma fórmula que a mk2 vem desenvolvendo há mais de uma década: colocar o cinema dentro de lugares que normalmente cumprem outra função.

No Louvre, a tela ocupou o centro de um dos museus mais visitados do mundo. Agora, sobe para o primeiro andar da Torre Eiffel.

A seleção de filmes acompanha essa mudança de endereço e utiliza Paris como fio condutor sem se limitar a uma única representação da cidade.

Durante quatro dias, Truffaut, Scorsese, Pixar, Minnelli e Baz Luhrmann dividem o mesmo programa — com a própria Torre Eiffel fazendo parte do cenário.

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