Tilda Swinton é a nova embaixadora da Cartier

A atriz estreia na maison com a coleção Into The Wild e narra uma série de curtas sobre os artesãos por trás das peças.

Tilda Swinton é a nova embaixadora da Cartier
Foto: Divulgação

Tilda Swinton é a nova embaixadora da Cartier, e a estreia acontece com a alta joalheria Into The Wild. O anúncio chega em um momento específico da trajetória dela, que a própria atriz descreve como de transição: está fazendo menos longas-metragens e produzindo mais trabalho autoral, e diz enxergar a parceria como parte natural desse redirecionamento. Sobre a maison, afirmou se sentir inspirada por uma casa que se apoia em arquivo e em código de identidade sem deixar de ser moderna.

A coleção justifica a escolha de uma atriz conhecida por transformação. Into The Wild expande a mitologia da pantera que a Cartier construiu ao longo de décadas, acrescentando rinoceronte, tigre, papagaio, carpa e crocodilo, executados por artesãos com técnicas de cravação, lapidação e engaste. As peças formam o que a casa batiza de galeria de retratos animais, e Swinton comenta que o que mais a comove nelas é a solidão de cada bicho, a raridade de um rinoceronte branco ou a calma de um crocodilo à espera.

O jeito como ela usou a joia diz mais que qualquer campanha. Em Paris, a atriz apareceu com o colar transformável Faune & Flore de Cartier em formato de crocodilo, feito em ouro branco com espinhas de ônix, crisoprásio, rubelita, granada tsavorita e diamantes, combinado a camisa listrada azul, calça de alfaiataria marinho e mocassim preto de couro. Alta joalheria de sete cifras usada como acessório de terça-feira, sem produção ao redor.

Tilda Swinton é a nova embaixadora da Cartier
Foto: Divulgação

A parceria também tem um braço que interessa mais do que a foto de campanha. Swinton empresta a voz a uma série de curtas dedicados a artesãos e a ofícios tradicionais, entre eles laca dourada, marchetaria, mosaico e baixo-relevo em papel. Coerente com o que ela diz valorizar: a atriz insiste que o método coletivo, e não o resultado individual, é o que sustenta uma prática criativa por quarenta anos, princípio que aprendeu no início da carreira ao lado de Derek Jarman.

O calendário dela está cheio de provas disso. Swinton retomou “Man to Man”, revival de uma peça de 1987 em cartaz no Royal Court, em Londres, até 24 de outubro, reunindo boa parte do time criativo original, com passagens previstas por Edimburgo e, em 2027, por Berlim e Nova York. Em paralelo, a exposição “Tilda Swinton – Ongoing”, que examina sua prática colaborativa, abre em Varsóvia em 18 de setembro e fica até 17 de janeiro de 2027.

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