iPhone 18 Pro ganha câmera com abertura variável e Siri AI

Apple atualiza a linha Pro com chip A20 Pro, novos controles manuais de câmera, bateria maior e recursos de inteligência artificial no iOS 27.

iPhone 18 Pro ganha câmera com abertura variável e Siri AI
Divulgação Apple

A Apple apresentou nesta quarta-feira, 9 de setembro, o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max. Desta vez, as mudanças mais relevantes estão concentradas em três áreas fáceis de perceber no uso: câmera, desempenho e inteligência artificial.

A câmera principal de 48 MP ganhou abertura variável pela primeira vez em um iPhone. O chip A20 Pro passa a ser produzido em processo de 2 nanômetros, enquanto o iOS 27 estreia uma nova geração da Siri baseada no Apple Intelligence. A linha também chega com uma Dynamic Island menor e alterações importantes no sistema térmico e na bateria.

Visualmente, a Apple mantém a linguagem que já vinha usando nos modelos Pro. As novas opções de acabamento são preto, prata, Glacier e Burgundy, um tom de vinho que estreia nesta geração.

iPhone 18 Pro ganha abertura variável na câmera

A principal novidade de hardware está na câmera Fusion principal de 48 MP. A Apple colocou um sistema físico com seis lâminas que consegue alterar a abertura da lente, algo comum em câmeras tradicionais, mas até então ausente no iPhone.

Na prática, abertura é o tamanho da passagem por onde a luz chega ao sensor. Uma abertura maior deixa entrar mais luz e pode ajudar em ambientes escuros. Uma abertura menor aumenta a profundidade de campo, deixando uma área maior da imagem em foco.

O iPhone 18 Pro consegue fazer esse ajuste automaticamente, mas também permite que o usuário escolha manualmente entre quatro configurações de abertura no aplicativo Câmera. A Apple cita ƒ/1.48 para situações de pouca luz e ƒ/4 para cenas em que é útil manter mais elementos focados, como uma foto de grupo.

Isso deixa a câmera menos dependente apenas dos ajustes computacionais. O software continua fazendo boa parte do trabalho, mas agora existe uma variável óptica real que pode mudar antes mesmo de a fotografia ser registrada.

Mais controles manuais

A Apple também criou uma nova interface chamada Pro Controls. Ela reúne controles de abertura, velocidade do obturador e balanço de branco e ainda inclui um histograma para acompanhar a exposição da imagem.

Não significa que todo usuário terá que fotografar manualmente. O modo automático continua existindo. A diferença é que fotógrafos e criadores passam a ter acesso direto a parâmetros que normalmente exigiriam aplicativos de terceiros.

Os Photographic Styles também receberam controles de textura e granulação. Já no vídeo, efeitos do modo Cinematic podem ser aplicados depois da gravação em vídeos registrados a até 60 fps. O Time-lapse passa a aceitar gravação em 4K com Dolby Vision HDR.

Apple Reference Image tenta responder à era das imagens geradas por IA

Uma das novidades menos óbvias pode acabar sendo uma das mais importantes.

O iPhone 18 Pro estreia o Apple Reference Image, recurso criado para registrar uma referência verificável do que o sensor captou no momento da foto.

No modo Reference, dados assinados pelo sensor são usados para gerar uma imagem de referência que pode ser comparada à versão posteriormente editada. A proposta é oferecer uma forma de verificar se determinada fotografia foi modificada.

A Apple também informa que os metadados das imagens e o futuro suporte ao padrão SynthID poderão ajudar a identificar conteúdo gerado ou alterado por inteligência artificial. A ideia tem aplicação clara para fotógrafos, imprensa e qualquer contexto em que a origem de uma imagem precise ser comprovada.

iPhone 18 Pro ganha câmera com abertura variável e Siri AI
Divulgação Apple

A20 Pro muda desempenho e controle de temperatura

O novo A20 Pro é produzido em processo de 2 nanômetros. O chip traz CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos e dois Neural Engines de 16 núcleos, totalizando 32 núcleos dedicados a processamento de inteligência artificial.

Segundo a Apple, a largura de banda de memória aumentou 50% em relação ao A19 Pro. A GPU, por sua vez, pode ser até 40% mais rápida que a geração anterior em tarefas gráficas. São números divulgados pela própria fabricante e que ainda precisam ser observados em testes independentes.

A construção interna também mudou. O chip passou a trabalhar diretamente com uma nova câmara de vapor, responsável por distribuir e dissipar calor. A área desse sistema é três vezes maior do que a utilizada no iPhone 17 Pro.

Isso interessa principalmente em tarefas prolongadas. Jogos, edição de vídeo, gravações longas e processos de IA colocam o chip sob carga durante mais tempo, situação em que controlar a temperatura é tão importante quanto atingir um pico alto de desempenho.

Dynamic Island fica menor

A Dynamic Island continua fazendo parte do design frontal, mas ocupa menos espaço.

A Apple aproveitou a mudança para aumentar a quantidade de informação exibida no componente. A nova versão consegue mostrar até três Live Activities ao mesmo tempo, mantendo o sistema de Face ID integrado.

É uma atualização pequena visualmente, mas coerente com a forma como a Apple vem tratando a área: menos como um recorte obrigatório da tela e mais como parte da interface do iOS.

Bateria cresce principalmente no iPhone 18 Pro Max

A Apple também mexeu na autonomia.

Nos modelos comercializados exclusivamente com eSIM, o iPhone 18 Pro chega a até 36 horas de reprodução de vídeo, enquanto o iPhone 18 Pro Max alcança até 45 horas, segundo os testes da fabricante.

A ausência da bandeja física para SIM permitiu utilizar esse espaço para aumentar a bateria nos aparelhos eSIM-only.

iPhone 18 Pro ganha câmera com abertura variável e Siri AI
Divulgação Apple

O carregamento também ficou mais rápido. O iPhone 18 Pro pode chegar a 50% de carga em cerca de 15 minutos com fio. Sem fio, o mesmo nível leva aproximadamente 30 minutos.

Siri AI finalmente entra no centro do iOS 27

Se a câmera concentra a mudança física mais interessante, o software coloca a nova Siri no centro da estratégia do aparelho.

A Siri AI estreia em beta com o iOS 27 e passa a utilizar contexto pessoal para encontrar informações em mensagens, e-mails e fotos. Ela também consegue interpretar o conteúdo exibido na tela e executar determinadas ações relacionadas ao que o usuário está vendo.

Há ainda um modo integrado à câmera. O usuário pode apontar o iPhone 18 Pro para algo e usar a Siri para pedir informações ou iniciar ações relacionadas àquela cena.

O Apple Intelligence também ganha recursos como Spatial Reframing, Extend e uma versão atualizada do Clean Up para edição de fotografias. O Image Playground passa a criar imagens com aparência fotográfica.

No Safari, o recurso Notify Me consegue acompanhar alterações em páginas específicas. A Apple cita exemplos como reposição de estoque ou queda de preço de um produto.

A diferença aqui é que a IA deixa de aparecer apenas como uma função separada dentro de alguns aplicativos e começa a atravessar tarefas comuns do sistema.

A Siri AI será liberada inicialmente em beta e em inglês no dia 14 de setembro. Francês, japonês, coreano, português e espanhol estão previstos para outubro, segundo a Apple.

O iPhone 18 Pro não depende de uma única mudança para justificar a nova geração. A Apple distribuiu as atualizações entre câmera, chip, bateria e software.

A abertura variável é provavelmente a novidade mais fácil de explicar e também uma das mais relevantes para quem usa o celular para fotografar ou produzir conteúdo. Já o Reference Image chega em um momento no qual distinguir fotografia, edição e imagem gerada por IA está ficando cada vez mais complicado.

Do outro lado, A20 Pro, nova refrigeração e bateria maior trabalham nos bastidores para acompanhar um iOS que passa a executar cada vez mais tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho.

O resultado é um iPhone Pro menos interessado em mudar radicalmente de aparência e mais concentrado no que acontece quando a câmera é aberta, o chip é pressionado ou a Siri é chamada.

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